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Internacionalismo proletário

Todo o apoio à luta dos povos do Donbass e à sua autodeterminação

Diante da agressão imperialista, Donetsk e Lugansk devem ser apoiadas, bem como a Rússia.


Desde o golpe de Estado de 2014 realizado pela OTAN na Ucrânia, a região de Donbass passou a contar com diversos movimentos separatistas – alguns deles reivindicando, até mesmo, a integração com a Rússia. A população das Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk, que eram territórios ucranianos, comemoraram soltando fogos e cantando A Internacional o reconhecimento de sua independência por parte da Rússia e o envio de tropas para auxiliá-los.

A região do Donbass é muito industrializada e tem forte presença operária. Além disso, é uma região de maioria étnica russa e que foi especialmente oprimida – depois do golpe realizado pelo imperialismo na Ucrânia em 2014, a língua russa foi proibida em todo país e as milícias neonazistas perseguiram os russos. Com isso, nada mais natural que esta população aspirar à independência.

História recente da Ucrânia: em 2014, imperialismo derrubou o governo do país e pôs um governo nazista no lugar

Em consonância com a tática de criar um “cinturão” de países diretamente controlados pelo imperialismo ao redor da Rússia – tal qual a Polônia –, os Estados Unidos e a OTAN comandaram o golpe de Estado que depôs o presidente Viktor Yanukovych, que tinha forte apoio popular e era aliado da Rússia. O golpe foi parecido com o que foi realizado aqui no Brasil em 2016, com uma série de protestos diretamente controlados pelo imperialismo. Na Ucrânia, eles foram chamados de Euromaidan e ocorreram no final de 2013.

Hoje, a Ucrânia é governada por Volodymyr Zelensky, e milícias neonazistas, por exemplo o Batalhão de Azov, exercem forte poder no país. O Batalhão de Azov, aliás, cujo símbolo lembra bastante uma suástica, foi fundado durante o golpe de Estado e é diretamente ligado ao Ministério do Interior ucraniano.

Nesse cenário, nada mais natural que a aspiração à independência por parte das repúblicas do Donbass, ainda mais sendo de maioria russa, portanto, especialmente perseguida pelos neonazistas. Tanto é que em abril de 2014, pouco depois do golpe, as repúblicas de Donetsk e Lugansk proclamaram sua independência. Agora, em fevereiro de 2022, a Rússia as reconheceu – e só não o fez antes, em razão das pressões imperialistas contra ela, ameaçando-a com embargos e sanções – e enviou tropas para ajudar na luta pela libertação nacional.

História geral: a criação da Ucrânia é uma fabricação do imperialismo para enfraquecer a Rússia e os oprimidos

Ao contrário do que possa indicar o senso comum, antes da dissolução da União Soviética, a Ucrânia nunca existiu enquanto país independente. A região da Ucrânia é tão fortemente ligada à Rússia que investigações históricas apontam que a Rússia surgiu, justamente, onde hoje é a Ucrânia.

Em tempos imemoriais, durante o reinado de Oleg, por volta de 882, iniciou-se a união de terras eslavas que ficariam conhecidas como “Rus´ de Quieve” ou Rússia de Kiev. A Rússia de Kiev durou de 882 até 1240 (isto é, do século IX ao século XIII), constitui a base histórica de onde surgiu a Rússia e, como o próprio nome indica, ficava na região de Kiev – que hoje é a capital da Ucrânia. O território deste Estado compreendia, de modo mais geral, o que hoje é a Ucrânia, a Bielorrúsia e a própria Rússia, tendo Kiev como a região mais importante.

Já avançando no tempo, a Ucrânia sempre constituiu parte do Império Russo dos czares, nunca tendo sido independente. Após a Revolução de Outubro, em 1917, ela se tornou uma das repúblicas da União Soviética (em 1922). A separação dela, enquanto país autônomo, só se deu em 1991 e de maneira completamente artificial – isto é, sem que existisse um movimento de independência na região. 

A independência da Ucrânia em relação à URSS se deu por uma medida de Gorbatchov, funcionário direto do imperialismo e que terminou de liquidar o primeiro Estado operário que a humanidade conheceu, com o objetivo de enfraquecer a Rússia.

Autodeterminação dos povos: reivindicação bolchevique

O programa do Partido Bolchevique defendia o direito à autodeterminação dos povos – isto é, o direito de uma nação se separar territorialmente de outra se esta for a vontade de seu povo. No caso, o direito à autodeterminação dos povos do Donbass é o direito de eles formarem um Estado próprio, independente da Ucrânia – ou de se unirem à Rússia, se eles assim desejarem.

Os bolcheviques travavam polêmicas, inclusive dentro do movimento operário, em favor desse direito de libertação nacional, que consideravam fundamental na luta anti-imperialista. Lênin tem famosos textos sobre a questão, além de ter dedicado parte importante de seus estudos e de sua agitação para defender o direito de os povos serem senhores de si mesmos. As Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk têm todo o direito de se separar da Ucrânia, e Vladimir Putin, ao enviar tropas, auxilia-as nessa luta democrática.

Contra o imperialismo, todo e qualquer povo deve ser apoiado, pois o imperialismo é o maior inimigo da humanidade, a maior fonte de opressão e o maior entrave ao desenvolvimento econômico do conjunto da humanidade.

A reivindicação dos povos do Donbass é uma reivindicação real e precisa ser apoiada!

Os povos do Donbass, em especial os setores de etnia russa, lutam por sua libertação da Ucrânia. É uma situação objetiva: após o golpe de Estado promovido pelos Estados Unidos, a situação deles ficou completamente intolerável; eles passaram a ser amplamente perseguidos por milícias neonazistas ligadas ao governo.

Com isso, passaram a organizar um movimento para exigir sua independência. Portanto, é um movimento real, popular, em grande medida operário, que luta contra uma situação de opressão.

Totalmente diferente, por exemplo, dos movimentos de independência de Hong Kong e de Taiwan. Nessas regiões da China, o imperialismo, artificialmente, incentiva e financia movimentos separatistas para enfraquecer o país. A separação dessas regiões da China não representaria nenhum anseio popular, mas sim o interesses dos grandes capitalistas e dos grandes grupos econômicos.

Outro grande ponto de confusão, que é utilizado para atacar as lutas de libertação nacional “pela esquerda”, é de que a Rússia seria um país imperialista. Nada mais falso. Os países imperialistas são os países desenvolvidos; não há base econômica para um país atrasado ser um país imperialista. A Rússia, que é um país atrasado, é uma potência regional – ou seja, influencia os países do Leste Europeu. Mas isso não a torna imperialista; muito pelo contrário, torna-a especialmente vítima do imperialismo. O imperialismo, na região, é representado pela atuação dos Estados Unidos e da OTAN.

É preciso, por fim, combater os ataques realizados contra a Rússia por estar auxiliando tais nações a conseguirem sua independência. Para quem ataca a nação eslava, seria completamente inadmissível a Rússia auxiliar movimentos de independência na região; ao contrário, seria completamente aceitável que os Estados Unidos, do outro lado do mundo, financiem governos neonazistas, que oprimam seus povos e que tenham a função de ameaçar a Rússia. Em oposição a eles, verdadeiros defensores dos maiores inimigos da humanidade, é preciso defender de maneira resoluta a autodeterminação dos povos; é preciso elucidar que, na luta das nações atrasadas e oprimidas pela sua libertação nacional contra o imperialismo (e toda luta de um país atrasado contra o imperialismo tem esse caráter de libertação), um marxista tem a obrigação de apoiar o país atrasado. Fora imperialismo do Leste Europeu!


COTV

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