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The Economist preocupada com a guerra e os efeitos na economia

A ideia de uma guerra de desgaste contra a Rússia parece estar tendo efeito contrário. A Ucrânia já está abrindo o bico e o próprio bloco imperialista se desagrega


A guerra entra a Rússia e a OTAN na Ucrânia, inciada no dia 24 de fevereiro de 2022 abriu uma gigantesca crise no imperialismo. Apesar de toda a propaganda anti russa, que criou a realidade alternativa de que Putin estaria sempre prestes a perder o confronto militar, a realidade se impõe; O governo da Inglaterra caiu devido a situação econômica gerada, o governo italiano está prestes a cair e agora um dos principais porta vozes do imperialismo, a revista The Economist, já abre o jogo com um artigo intitulado “Um conflito prolongado favorece mais à Rússia ou à Ucrânia?”, em que basicamente afirma que a Rússia esta vencendo não só no terreno militar como também no econômico.

O artigo inicia falando da duração da guerra, supostamente o confronto que está no seu quinto mês já estaria adentrando a esfera das guerras longas. São citadas a guerra do Iraque que “Estados Unidos venceram o governo do Iraque em apenas 20 dias.” e a guerra “entre Armênia e Azerbaijão envolvendo o território de Nagorno-Karabakh, em 2020, terminou em 44 dias.”. A premissa inicial já absurda e mostra como o jornal quer passar a ideia de que a guerra se estende demais. A guerra do Iraque durou ao menos 8 anos, entre 2003 e 2011 quando o grosso das tropas saiu do país, mas a presença dos soldados continua no país até hoje, e se iniciou ainda na década de 1990 com a primeira guerra do golfo.

Outro caso importante foi o do Afeganistão, lá a ocupação imperialista durou 20 anos até ser derrotada pela heroica resistência do Talibã. A vitória do povo afegão mostrou ao mundo inteiro a fragilidade do governo Biden e permitiu que a Rússia tomasse a sua ação militar. A verdade é que em 5 meses o êxito militar dos russos é enorme, seu avanço é lento porem constante, toda a região do Donbas e do sul no futuro será tomada inevitavelmente, restando apenas a importante cidade de Odessa, que ainda tem o seu futuro incerto, ainda sem grandes confrontos na região.

O artigo depois analise a situação da da Ucrânia, para o The Economist “existe a possibilidade de a Ucrânia não ter ajustado sua estratégia suficientemente para combater uma guerra prolongada de atrito; de o país ficar sem soldados e sem munição; de um colapso da economia após meses de ataques; de uma queda no ânimo para combater conforme a situação fica ainda mais difícil.” Basicamente a situação com a derrota militar se torna uma crise tão grande que o próprio governo fantoche de Zelensky pode cair, e até mesmo um novo governo não alinhado ao imperialismo poderia assumir.

Mas a revista abre o jogo completamente ao falar da situação econômica da Rússia em relação ao imperialismo. “A Rússia parece estar em situação econômica muito melhor, em comparação. Após uma breve oscilação causada pelas ferozes sanções ocidentais, o rublo se recuperou. O temor de uma corrida aos bancos recuou. Ainda que empresas ocidentais tenham retirado tanto quanto puderam dos cerca de US$ 300 bilhões investidos no país, e muitos russos de alta escolaridade tenham deixado o país, a maioria das previsões indica uma contração relativamente suportável para este ano, graças em parte a pesados gastos do governo. Putin insiste frequentemente que as sanções são piores para o Ocidente do que para a Rússia.” E as insistências do presidente Russo, como sabe muito bem Boris Johnson, estão corretas.

A vitória aparentemente inevitável da Rússia contra a OTAN já abriu uma crise dentre a organização. “Certamente, não há na Otan uma unanimidade em relação à definição de vitória. Quanto mais a guerra se prolongar e quanto mais alto seu custo em termos da inflação do custo da energia e da desaceleração econômica, maior será a relutância dos aliados da Ucrânia em oferecer indefinidamente armas e dinheiro. Putin, de seu lado, parece contar com o colapso da determinação do Ocidente.” A maior aliança militar da história da humanidade está claramente perdendo o controle de um país que tentam dominar desde o golpe de 2014, e pior estão sofrendo uma derrota em sua esfera tradicional, a de uma guerra regular em campo aberto.

Apesar de a derrota militar do imperialismo ser um grande problema pois indica a todos os povos do mundo que é possível se libertar da opressão o grande problema agora não parece ser esse mais sim a gigantesca crise econômica que se abriu. O caso Inglês é o mais indicativo de todos, um dos 3 países imperialista mais importantes do planeta deve seu governo derrubado pela crise que foi gerada essencialmente pela guerra. A OTAN tentou derrubar o governo da Ucrânia, Putin não permitiu e quem acabou caindo foi o governo inglês, e muito provavelmente ele não será o único.

O preço da guerra se torna cada vez mais alto, esse é o motivo de a Economist considerá-la longa demais. Os 20 anos de invasão no Afeganistão, os 7 anos de guerra no Iêmen, os incontáveis anos de guerra no Iraque, os 11 anos de guerra na Síria e as tantas outras guerras imperialistas não foram longas demais. Agora os 5 meses de humilhação da OTAN na Ucrânia estão jogando todo o regime político mundial em uma crise que não aparenta ter saída para o imperialismo. O oposto é a realidade para a classe operária.

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