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Fechando cerco

Segundo Transnístria, OTAN ameaça Rússia na Moldávia

Autoridades do País afirmam que infraestrutura da OTAN já se encontra na Moldávia, país próximo da região Sul da Ucrânia


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) avança sobre a Moldávia, ameaçando a Transnístria, fronteira ao sul da Ucrânia. A Otan já conta com três centros militares na Moldávia, que agora tornou-se candidata à União Europeia, além de demonstrar interesse no aeroporto de Tiraspol, que facilitaria suas ações aéreas na Crimeia.

Ponto estratégico

A Transnístria é território independente da Moldávia com 60% da população composta por russos e ucranianos. Com clara oposição à política nacionalista da capital Moldávia, próxima ao imperialismo, representados na Romênia.

Ela se situa na região Oeste da Moldávia na fronteira com a Ucrânia, sendo um importante ponto estratégico no norte do Mar Negro. Sua proximidade com o Porto de Odessa e da Península da Crimeia, regiões de antigas disputas entre a Ucrânia e Rússia, faz dela um trunfo principalmente em ações aéreas e marítimas.

Em 1992 houve uma escalada dessa tensão que resultou na declaração de independência da Transnístria frente a Chisinau. Reconhecidos pelos russos como território independente, mantêm um acordo de paz na zona de conflito assegurado por 402 militares russos, 492 transniestrianos, com 10 observadores militares ucranianos e presença de 355 militares moldavos.

Havendo preocupação da Transnístria sobre o futuro do acordo de paz:  “Estamos em uma situação extremamente difícil. Não podemos permitir que, em certo momento, caso seja destruído o mecanismo de manutenção da paz e a Moldávia se retire [do acordo], não consigamos defender a operação. Sem dúvida, [neste caso] o próximo ataque seria lançado contra a Transnístria.”  Externa o chefe da diplomacia da Transnístria, Vitaly Ignatiev.

No conflito atual de libertação pelos russos dos povos ucranianos da intervenção imperialistas, através da extrema-direita, a Transnístria assume uma maior relevância, permitindo as forças russas flanquearem os fascistas ucranianos.

A Transnístria 

A presença da Revolução Russa é marcante no cotidiano do povo transnístrio. Até mesmo na bandeira e o brasão de armas do país encontra-se o símbolo comunista da foice e do martelo. Seu Parlamento honra a memoraria de Lenin, com uma estátua na sua frente, um legado da revolução operária.

O processo de separação do território transnístrio da Moldávia foi uma clara rejeição à política imperialista para a região. Mantendo ainda hoje sua firme posição contra a intervenção imperialista, que nesse momento deu à Moldávia a condição de país candidato à União Europeia.

Ignatiev, em uma coletiva de imprensa por ocasião dos 30 anos da operação russa de manutenção da paz na Transnístria, ressaltou:

“Ao ter recebido o status de país candidato à União Europeia, a Moldávia, assim, atravessou uma linha crítica. Com tal passo, a Moldávia pôs fim ao processo de construção das relações políticas no âmbito dos chamados espaços comuns, por esta decisão ter sido tomada unilateralmente pelas autoridades moldavas, não de forma coletiva. Além disso, ninguém pode se expressar por nós”.

Ofensiva da OTAN

O atentado terrorista na Transnístria é uma ofensiva do imperialismo contra os russos e os próprios transniestrianos. Pela importância estratégica da região nas disputas militares, a Otan tentar investir sobre o território. 

“A infraestrutura da Otan já está de fato presente na Moldávia. Há três centros da Otan na Moldávia, o exército moldavo é construído pelos padrões da aliança. Não queríamos que a infraestrutura militar, que foi criada durante o tempo de guerra, agora se tornasse parte da infraestrutura da Otan […] mas que é inaceitável que se instalem lá em geral”, especificou Ignatiev.

Sendo constante a inquietação: “Se aparecerem tentativas de desmontar a operação de manutenção da paz, isso vai implicar, além da pressão adicional sobre a Transnístria, os bloqueios bancário, econômico e medicinal”, completou o ministro.

Fica claro que o imperialismo, através da Otan, está disposto a escalar o conflito na região, causando o sofrimento da população local para atender a seus interesses, como disse o próprio Ignatiev.

Unidade contra o imperialismo

O cenário expõe abertamente a realidade da luta de classes. Num polo, temos o imperialismo, que sangra a população do planeta da defesa dos seus lucros. No outro, temos todos os explorados, todos os países atrasados que sobrevivem sob a égide do imperialismo.

Agora não poder haver espaço para indecisão, dubiedade. É preciso apoiar a luta de todos aqueles que lutam contra o imperialismo. Isso não significar defende diretamente a política desses países, mas defende a unidade da classe trabalhadora e ser efetivamente contra o imperialismo. Esse que, na atualidade, é o principal inimigo dos trabalhadores e do desenvolvimento de toda a humanidade.


COTV

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