O tempo passa e as definições sobre as federações partidárias vão chegando ao fim. Uma das mais importantes seria a do PT com o PSB, partido pseudoesquerdista que apoiou o golpe de 2016 votando em maioria pelo impeachment da presidenta Dilma. Contudo o PSB não aparenta de fato querer fechar a aliança com Lula, visto que impõe condições absurdas para fechar a federação (que o PT abandone a candidatura nos estados do ES, RS, SP, RJ e PE). O fato de um partido ultra oportunista como o PSB não desejar se ligar a Lula revela que as eleições não estão ganhas de forma alguma.
A federação partidária está sendo utilizada como um ataque aos partidos de esquerda, uma união com um partido da direita é o caminho para domesticar a esquerda. Para os partidos menores, PSOL e PCdoB, o que os impulsiona é a questão da cláusula de barreira, as medidas antidemocráticas do TSE impulsionam a esquerda pequeno burguesa a se aliar com qualquer um para passar do mínimo necessário para ter acesso aos recursos do governo. Mas para o PT, que tem mais de 50 deputados e também o candidato mais popular à presidência este não é o motivo.
O PT neste momento procura aliados para as próximas eleições, algo que deveria ser extremamente fácil visto que Lula lidera de longe todas as pesquisas realizadas por todos os institutos, algumas chegam a apontar vitória no primeiro turno. Mesmo assim, fora o PCO, nenhum partido, da esquerda ou da direita, declarou apoio ao ex-presidente. O modelo utilizado em 2002 para eleger Lula não está emplacando e a burguesia quase em sua totalidade está contra a candidatura.
A tentativa de fechar uma federação com o PSB, portanto, não seria por causa da cláusula de barreira, mas para conseguir um aliado para as eleições. Em São Paulo, o estado mais importante e também com mais votos do Brasil, o PT tem chance de ganhar pela primeira vez.
As declarações do presidente do PSB também deixam claro a política do partido: “Pedimos apoio do PT em cinco estados (ES, RS, SP, RJ e PE). Vocês só aceitaram até agora no Rio, onde, no fundo, o candidato não é nosso, é de vocês.” O maior destaque dessa declaração é que denuncia o nível de direitismo do próprio PSB, para eles Freixo, por ter saído da esquerda é como se fosse um candidato do PT, isso significa que PSBista para valer mesmo tem que ser da direita, como Márcio França, que foi do governo do PSDB de SP.
E esse direitismo do PSB e de toda a política nacional tem um inimigo claro, o próprio Lula. Isso porque ele é o principal candidato da classe operária brasileira, o candidato que de fato pode impor uma derrota ao regime golpista, uma derrota do imperialismo no Brasil. E que aponta o caminho para, por meio de uma mobilização das massas, conquistar um governo dos trabalhadores.




