O Partido da Causa Operária, dando prosseguimento a sua política de formação teórica para a militância, e enfrentamento direto a todas as principais polêmicas em torno da esquerda, apresenta um novo curso. Resta pouco mais de uma semana para o início da Universidade Marxista, debruçado sobre a História nacional: Brasil: uma interpretação marxista de 500 anos de História.
O enfoque dado ao tema será, como é comum, não apenas aos fatos específicos da questão, mas como eles se relacionam à situação política atual. Esse método permite que o curso não seja apenas um conjunto de curiosidades, de saberes de pouca serventia prática na luta concreta do momento. Justamente, os cursos do Partido desenvolvem a luta, não num sentido subjetivo, pouco específico, e sim desenvolvem as atividades, as panfletagens, a linha política ao estabelecer claramente a disputa colocada em torno da polêmica, e defender de maneira clara, bem definida, a razão para determinado posicionamento. A política militante levada a frente pelo Partido depende desse método, pois que só se milita, só se atua, convencido de fato do que se defende.
A pauta da História do Brasil, portanto, não foi escolhida à toa. Parte da esquerda tem aderido de maneira ativa à política do imperialismo para o Brasil. Uma das bases utilizadas para atacar o país é, justamente, através da desmoralização nacional. Por meio de um revisionismo histórico, complementado com anacronismo — isso é, um olhar direcionado ao passado, e a figuras do passado, sob padrões de hoje — e muito moralismo, parte da esquerda inconscientemente orientada pelo imperialismo, joga lama em toda a história do Brasil. Segundo essa esquerda, adesista também das teses identitárias, apontam que o Brasil seria, por exemplo, fundado sobre o genocídio dos povos indígenas, pela escravidão dos negros, e isso seria uma espécie de pecado original. Portanto, segundo tal ideologia, o Brasil não valeria de nada e não deveria ser defendido enquanto país, enquanto nação atrasada dominada e explorada pelo imperialismo. Sendo o país apenas uma coleção de pecados e opressões, por que defendê-lo? Melhor deixar que seja destruído e construir outro no lugar, um país puro, sem pecados, dizem “esquerdistas” totalmente alienados da realidade.
O Partido resolveu, assim, fazer frente a essa baboseira. O problema do negro, hoje, não é simplesmente algum feitor que morreu a 250 anos, mas a polícia que massacra diariamente o povo negro hoje! O desemprego, a miséria de hoje. A História deve ser estudada para trazer luz à realidade atual, mas não se faz uma luta de libertação contra um algoz morto há centenas de anos. O caso Borba Gato foi um exemplo dessa questão. A esquerda inventou uma história para a figura, história essa totalmente irreal, e a partir disso passou a atacar o bandeirante como um assassino de índios, entre outras coisas. Ora, não é necessário inventar. Indígenas são assassinados brutalmente no Brasil hoje em dia por pistoleiros, jagunços e policiais serviçais do latifúndio. E esses, inimigos reais dos povos indígenas, inimigos vivos, palpáveis, sobre eles, essa parte da esquerda silencia. Não faz um protesto, não levanta uma bandeira, não elenca uma pauta.
A coisa se faz clara. O revisionismo histórico e, portanto, a ignorância a respeito da história brasileira, são ferramentas de desorganização da luta dos trabalhadores. De criação de falsos inimigos, de desorientação da luta dos oprimidos e de ataque interno ao Brasil, de desmoralização dos defensores de nosso país tão rico, e tão brutalmente explorado e golpeado pelo imperialismo. A farsa será desfeita. O povo de um país atrasado que não sente um mínimo de orgulho, que se acha fruto de uma confluência das coisas mais horrendas, é incapaz de lutar contra os monstruosos ataques levados a cabo pelo imperialismo.
O marxismo será a ferramenta utilizada para dar a linha correta de interpretação dos fatos históricos. Não basta ter os fatos, como vemos na historiografia. A certeza política, e é daí que vem a coerência do Partido, se mantém através desta base, justamente por ser uma base teórica realmente científica para a compreensão da realidade. É assentado nesta base que o companheiro Rui Costa Pimenta vai apresentar os fatos e criticar de um ponto de vista marxista as interpretações equivocadas e interessadas na desmoralização do brasileiro.
O curso terá um total de 120 horas de aula, já programadas, divididas em quatro módulos. Assim, as aulas serão espaçadas ao longo do ano, em diferentes etapas:
- Os três primeiros séculos
- O Império tropical
- Da República ao fascismo
- Brasil contemporâneo
Serão abordadas os ditos “falsos” acontecimentos apontados pela esquerda identitária: abolição da escravidão, declaração da independência, além da questão do desenvolvimento nacional. O identitarismo coloca que não existe progresso, que bom mesmo, eram as civilizações tribais, por razões morais do tipo: não cortavam árvores. As polêmicas serão discutidas a fundo, com 30 horas previstas por módulo, em aulas de duas horas cada, sendo quinze aulas por módulo.
Os módulos podem ser adquiridos e assistidos no sítio universidademarxista.pco.org.br . Cada módulo individualmente custa apenas R$150,00 mas, como são quatro módulos previstos, existem diversos planos com desconto. Podem ser adquiridos:
- 2 módulos por R$270,00, com desconto de 10%
- 4 módulos por R$480,00, com desconto de 20%
Além disso, existe a possibilidade de pagamento por crédito, com descontos um pouco reduzidos e, além disso, as assinaturas do curso podem ser feitas com conjunto com assinatura do Jornal Causa Operária, o jornal de esquerda mais tradicional do país. Adquirindo o curso, a partir de dois módulos, com a assinatura do JCO, seja digital ou impresso, também há desconto para a assinatura do jornal!
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