As eleições estão cada vez mais próximas, o apoio popular cresce a cada dia que até mesmo as pesquisas eleitorais controladas pela burguesia golpista não conseguem esconder e até apontam uma vitória do candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva ainda no primeiro turno.
E a esquerda que até pouco tempo atrás se jogou de cabeça nas eleições, afirmando que era necessário “derrotar” o fascismo no processo eleitoral, até o momento não confirmou o apoio a candidatura de Lula e nem há no horizonte uma data para esse apoio. Até o momento, o único partido que declarou apoio incondicional a candidatura de Lula foi o PCO.
Essa posição da esquerda pequeno burguesa é muito estranha, pois Lula é o único candidato capaz de derrotar o fascista Jair Bolsonaro nas urnas, obtendo a maioria do apoio popular, e partidos classificados como esquerda procuram barganhar com o PT para obterem alguns cargos, candidatos e outras negociações que ninguém fica sabendo. Revelando que o discurso de combate ao fascismo nas eleições é uma farsa, servindo apenas para negociatas espúrias.
O caso que mais chama a atenção é do PSOL, partido meramente eleitoral, que por isso jogou todas as suas cartas nas eleições e que agora que há uma possibilidade real de derrotar Bolsonaro nas urnas enrola para declarar apoio. Ainda há a desculpa de discutir um programa, que até agora não ficou claro o que seria, mesmo com as declarações de Lula e da presidente do PT, Gleisi Hoffmann sobre a reforma trabalhista, política de preços da Petrobrás, anulação de privatizações entre outras coisas. Ou seja, a única coisa evidente no PSOL é que utilizam essa história de discutir “programa”, criticar uma possível chapa com o ex-tucano Geraldo Alckmin, mas que está servindo apenas para barganhar com o PT e outros partidos da direita, como PSB, REDE de Marina Silva e o PCdoB.
A necessidade de garantir cargos estáveis impele esses setores a se aliar com a direita golpista e com a burguesia, porque acreditam que, fazendo as pazes com os capitalistas, terão um lugar ao sol garantido. Os políticos carreiristas buscam apenas sombra e água fresca. E, infelizmente, partidos como PSOL e PCdoB são dominados por políticos carreiristas, que controlam inteiramente a máquina partidária.
O PCO, no sentido oposto dessa política, não apenas declara apoio a Lula como coloca sua campanha nas ruas porque sabe que a candidatura de Lula, além de obter um capital eleitoral gigantesco e único, possui uma enorme capacidade de mobilização popular que é necessária para garantir Lula nas eleições e num possível governo, mas também para derrotar os golpistas nas ruas.
O que mais importa para o PCO não são cargos, não é estabilidade social, não é tranquilidade junto à burguesia. Porque, enquanto alguns políticos conseguem cargos, a esmagadora maioria da população sofre as maiores penas possíveis. E o PCO, ao contrário da esquerda pequeno-burguesa antipetista, não é dominado por políticos carreiristas, mas sim por uma militância ligada diretamente à classe operária e aos explorados. O que os explorados querem é um governo deles, e para se conseguir um governo dos explorados é preciso bater de frente com a burguesia, e não fazer as pazes com ela.
Neste momento, além do PT, o PCO é o partido da candidatura de Lula, que abriu mão de lançar candidatura própria ─ pela qual haveria a possibilidade de aumentar a visibilidade do partido, colocar suas ideias e sua política ─ para mostrar para quem acompanha, simpatiza com o partido e apoia a candidatura de Lula que é preciso de uma unidade da esquerda em torno de Lula, pois não se trata apenas de vencer as eleições, mas de construir uma candidatura que impulsione a mobilização popular para impedir de todas as maneiras uma nova ofensiva golpista contra um governo popular e dos trabalhadores.





