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Crime biológico

Pentágono confirma criação de laboratórios biológicos na Ucrânia

Organização imperialista também afirmou que a operação teve colaboração da ONU


Não é de hoje que o Departamento de defesa dos EUA assumiu fornecer apoio a mais de 30 instalações biológicas “pacíficas” na Ucrânia, centros de saúde e de diagnósticos de doenças.

No entanto, embora o anúncio seja feito sublinhando o caráter puramente “científico e pacifista” desta empreitada, o Ministério da Defesa Russo tem feito denúncias bastante polêmicas.

Segundo o jornal inglês Business Standard, o Ministério da Defesa russo apresentou documentos datados de 2015 que comprovam a participação direta do Pentágono no financiamento de projetos biológicos militares na Ucrânia, implicando numa cooperação entre os dois países na produção de armas biológicas. Foram também levantadas possibilidades de que estudos inusitados, de alta periculosidade, têm sido realizados por cientistas ucranianos – como aqueles dedicados a identificar tipos de bactérias patogênicas, famílias de vírus (incluindo coronavírus), estudos sobre aves selvagens como portadoras de gripe aviária altamente patogênicas.

No sítio da agência de notícias nacional estatal russa RIA Novosti, o chefe das forças de defesa contra radiação, química e biológica das Forças Armadas russas, Igor Kirillov, afirmou que o fundo de investimento Rosemont Seneca, de Hunter Biden (sócio desta empresa de consultoria internacional, advogado, lobista e filho do presidente Joe Biden), financiou o programa biológico militar do Pentágono na Ucrânia. Kirilov também alertou para o fato de que o acordo sobre “atividades biológicas conjuntas” concluído entre o departamento militar dos EUA e o Ministério da Saúde da Ucrânia, é apenas uma fachada para encobrir um montante de financiamento de 32 milhões de dólares, destinado aos laboratórios do Ministério da Defesa ucraniano localizados em Kiev, Odessa, Lvov e Kharkov, com finalidades de criação de bioagentes capazes de atacar grupos étnicos.

Em contrapartida, os EUA se defendem e acusam a Rússia de disseminação de informações absurdas e falsas, alegando que não desenvolveram ou possuem armas biológicas em nenhum local do planeta. E assim, o imperialismo estadunidense justifica que o financiamento dedicado a instalações biológicas na Ucrânia é legítimo. Tais programas estariam somente realizando investigações para uma melhor detecção, diagnóstico e monitoramento de eventuais surtos de doenças infecciosas, como descrito na reportagem do jornal diário estadunidense Washington Post, em março deste ano.

No entanto, é público o fato de que foram gastos mais de 200 milhões de dólares nestes programas biológico-militares americanos na Ucrânia, onde podem ser realizadas investigações sem muita supervisão e transparência de metodologias e resultados. Ah, vale lembrar que tais pesquisas não são passíveis de serem desenvolvidas dentro do território dos EUA, já que foram proibidas, graças ao risco que oferecem à população!

Nesta perspectiva, o Ministério de Defesa da Rússia tem chamado a atenção da população em seus jornais para estes riscos, alertando que os laboratórios biológicos norte-americanos ameaçam não apenas a Rússia (ao lado da Ucrânia), como também toda a Europa. É por isso que se fez necessário uma operação especial russa na Ucrânia, como parte de uma reação a estas construções ameaçadoras da saúde, da vida das pessoas e do planeta.

Aumentando ainda mais a temperatura deste cenário, tudo fica ainda mais polêmico e duvidoso quando se leva em conta o acordo realizado em 2005, entre o Departamento de Defesa dos EUA e o Ministério da Saúde da Ucrânia, estabelecendo uma proibição para a divulgação de qualquer informação “sensível” sobre o programa biológico norte-americano. Ficou estabelecido também que a Ucrânia tem a obrigatoriedade de transferir patógenos perigosos dos laboratórios em seu território ao Pentágono, para pesquisas adicionais e os militares dos EUA têm acesso aos segredos de Estado da Ucrânia relacionados aos projetos em andamento.

Polêmicas à parte, é inegável o alto risco destes tipos de atividades laboratoriais para o mundo, configurando, de fato, numa atividade criminosa, em face das fortes inseguranças e perigos presentes nestas construções.

Laboratórios biológicos realizam manuseios, estabelecem contato com materiais biológicos e animais infectados com agentes biológicos nocivos – bactérias, vírus, fungos, parasitas, protozoários, bacilos. Todos esses materiais podem transportar doenças perigosas passíveis de colocar as equipes trabalhadoras do laboratório em risco. Além disso, estes funcionários se tornam os principais portadores de doenças. Ou seja, os riscos biológicos contemplam não somente os profissionais de laboratório, mas para qualquer sujeito da comunidade ao seu redor que entre em contato com eles, fora do ambiente de trabalho. Existe até um nome para estes riscos: “bioriscos biológicos”.

Tais bioriscos podem estar entre os maiores perigos dos laboratórios de pesquisas modernos. Trata-se de um investimento criminoso e enorme, não a serviço da ciência, mas de interesses do imperialismo na manutenção de seu poder, ao arrepio da sociedade e do meio ambiente ao seu redor.


COTV

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