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Análise Internacional

O Caso Twitter e a formação do monopólio global das redes sociais

Na maior mesa redonda sobre política internacional da Internet, Rui Costa Pimenta, Rogério Anitablian e Comandante Robinson debatem os "Twitter Files"


Nesta última segunda-feira (19), o companheiro Rui Costa Pimenta apresentou, junto com o Comandante Robinson e Rogério Anitablian, a semana Análise Internacional. O programa vai ar todas as segundas, às 18 horas, no canal do DCO – Diário Causa Operária, no Youtube. O programa é transmitido simultaneamente pelos canais Rogério Anitablian e Arte da Guerra

O principal tema a ser tratado no programa eram os vazamentos de documentos feitos por Elon Musk, novo proprietário do Twitter, na sua conta, conhecido como Twitter Files. Trata-se de um escândalo envolvendo as relações entre a rede social e o FBI. Trata-se de uma revelação de como o estado profundo controla as redes sociais.

A caracterização colocada por Anitablian é de que seria necessário uma disciplina que impeça que os estados sejam suplantados pelas empresas capitalistas do imperialismo, também conhecidos Big Techs. Segundo ele, o controle deles leva a uma falsa impressão de liberdade em cada país. Os estados deveriam conseguir compreender como são operadas essas redes sociais. 

A questão do Estado Profundo também foi abordada por ele. Anitablian define o conceito como uma confluência dos interesses do complexo industrial-militar, onde ficam setores oligopolizados, que retêm para si informações sobre avanços tecnológicos, motivações políticas para quais estados podem adquirir determinados armamentos ou não. Também são eles que definem quais países devem ser “defendidos” ou não, caso da Ucrânia. Na opinião dele, esses controles não podem ser feitos por um punhado de pessoas, mas pelos governos dos estados nacionais. 

O Comandante Robinson colocou que não há nada de novo sob o sol. O modus operandi do Twitter, revelado nesse escândalo, sempre foi o mesmo de toda a imprensa, dando o exemplo de como a imprensa manipula as informações com relação à guerra na Ucrânia. Para ele, a imprensa sempre foi maior do que os Estados, as empresas de comunicação sempre puderam falar o que quisessem para a população como verdade incontestável. 

Com relação ao escândalo em si, o Comandante afirma que ele provavelmente é a manifestação de uma disputa interna no próprio Estado Profundo norte-americano. Elon Musk representaria um lado que não quer mais aceitar as condições impostas pelo outro.

Para ele, uma forma de combater isso é uma vigilância dos Estados sobre todas essas empresas: Google, Twitter, Facebook, etc. Ele cita como exemplo dessa conduta, o caso dos países que se indispuseram com os monopólios das redes sociais: Mianmar, Rússia, China, etc. São todos governos que proibiram ou coibiram a atuação desses monopólios em seu território. No entanto, a conclusão final é de que é preciso quebrar o monopólio de todas essas redes sociais. Para o Comandante, o período atual é um “pesadelo ao estilo do livro 1984”.

Ao colocar a sua opinião, o companheiro Rui Costa Pimenta começa concordando com o Comandante Robinson e diz que a questão do monopólio é o problema chave. Para ele, esse processo que estamos vendo agora é o início da formação de um monopólio mundial da comunicação, o que seria algo inédito. 

Mesmo já havendo redes de comunicação internacionais, sendo a maior delas a British Broadcasting Corporation (BBC), do imperialismo britânico, nenhuma delas é efetivamente um monopólio de alcance global. Empresas como a BBC e outras têm influência em vários países, mas não são nada comparadas com as redes sociais. A própria BBC, por exemplo, não é muito grande aqui no Brasil. 

O companheiro Rui ainda complementa que essa formação do monopólio mundial não é por acaso. Isso sempre esteve sob o controle dos serviços de inteligência norte-americano. Esse controle da imprensa, da informação e a espionagem da população é algo que sempre existiu, tendo começado no sec. XIX e só aumentado desde então.

No que diz respeito às revelações de Musk, o companheiro Rui afirma que se trata de uma luta anti-monopolista de um setor da burguesia norte-americana, que se vê esmagada pelas imposições das empresas que controlam as redes sociais. A questão da censura, por exemplo, é muito prejudicial para uma parte da burguesia, e geralmente ela atende aos interesses apenas de um setor, prejudicando outros.

Neste momento, o problema se encontra diante de uma encruzilhada: as empresas irão se esfacelar e os monopólios serão quebrados, ou então, Elon Musk será derrotado e o monopólio irá se tornar uma regra. 

O problema dos estados nacionais também foi levantado. As empresas não poderiam, jamais, ficar acima dos estados. A forma como funcionam as coisas nesse momento representa uma entrega da soberania nacional. O companheiro Rui adiciona que o Twitter não pode formular a política do Estado, dizer quem deve ser censurado ou não e outras coisas. Portanto, o correto seria exigir que elas se submetessem às leis nacionais.

Esse é apenas um resumo das colocações iniciais feitas pelos companheiros no programa. A discussão foi aprofundada e houve também os comentários do público pelo chat do Youtube. Para se inteirar de todo o debate, basta assistir o programa no vídeo abaixo:

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