Resolvam sozinhos

Negociações perduram apesar de obstáculos por dos EUA, diz Lavrov

"Vamos ver como eles sairão do impasse em que eles próprios se colocaram".

Ao discursar neste sábado em um evento na Rússia, Lavrov disse:

“Desde o início do primeiro mandato do presidente Putin – no começo dos anos 2000, estávamos abertos ao Ocidente, estávamos prontos para cooperar em diversas formas, até em formas que o presidente chamou de próximas de aliados. Infelizmente, não funcionou”.

O ministro declarou que a Rússia não vai lançar iniciativas para melhorar as relações com o Ocidente: “Vamos ver como eles sairão do impasse em que eles próprios se colocaram“.

Comentando a operação especial militar russa na Ucrânia, o alto diplomata reconheceu que a Rússia não tinha outra opção, e acrescentou que Moscou conseguiu “arruinar o projeto antirrusso do Ocidente“.

Apontou também que, nas condições atuais, quando o Ocidente está “minando todos os fundamentos do sistema internacional”, a cooperação entre a China e a Rússia vai se fortalecer. O comportamento dos países ocidentais, mesmo sem considerar a situação na Ucrânia, demonstra “a falta de confiabilidade” deles, de acordo com suas palavras.

Manifestou ainda a esperança de que a operação seja concluída com um acordo extenso sobre o status neutro da Ucrânia com garantias de segurança para ela.

As negociações com o lado ucraniano continuam, apesar de que Washington tenta manter Kiev sob controle, constatou Lavrov.

“As negociações estão em andamento […] mas sentimos constantemente que a delegação ucraniana é impedida, é controlada muito provavelmente pelos americanos, não permitindo que ela concorde com as exigências, que consideramos mínimas.”

A questão do diálogo entre os ucranianos é um assunto interno deles, que deve começar depois que a operação russa for concluída, sublinhou o chanceler.

Quanto aos mercados do petróleo no contexto do bloqueio das importações russas pelos EUA, Lavrov afirma que tais países como o Irã e a Venezuela defendem a posição de que só o mecanismo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, a OPEP+, pode aprovar cotas de produção para cada participante.

Todos nós estamos comprometidos com o formato da OPEP+, onde as cotas para cada participante são discutidas e concertadas na base do consenso. Ainda não vejo razão para acreditar que esse mecanismo seja destruído de alguma forma. Ninguém está interessado nisso.”

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