Para dar continuidade ao golpe de Estado implantado em 2016, para tirar direitos trabalhistas, previdenciários e vender as riquezas nacionais aos parasitas do mercado financeiro, os grandes empresários brasileiros, patrocinadores do golpe, doaram cerca de 71 milhões de reais à campanha de Jair Bolsonaro (PL), que continua passando uma falsa imagem de antissistema, mas é um típico candidato segunda linha da burguesia. O valor doado à campanha da extrema-direita é cinquenta vezes maior do que a feita para a campanha de Lula. Boa parte dos doadores de Bolsonaro vem do agronegócio.
Outro grave problema e armação que a burguesia vem fazendo para impedir a vitória de Lula é a impune operação gigantesca de “assédio eleitoral” provocada por esses empresários, eufemismo que, na realidade, significa uma coação dos patrões contra seus trabalhadores. Nessa reta final das eleições, essas denúncias subiram bastante, chegando a atingir mil casos só na segunda-feira (24) segundo o Ministério Público do Trabalho. O volume de denúncias nessa que é uma das eleições mais polarizadas e acirradas da história do País é cinco vezes superior às eleições manipuladas de 2018.
A região sudeste, mais rica e industrializada do Brasil, lidera os casos de denúncias com 422 empresas, seguida da região sul com 302 casos. No Nordeste, onde Lula venceu com mais de 60% dos votos, são 187. No Centro-Oeste e no Norte, respectivamente 87 e 29. Anterior a essa operação, houve a aprovação da PEC da bondade que compraria milhões de votos para Bolsonaro. A situação financeira no País é caótica, a inflação e o desemprego são galopantes, ou seja, inevitavelmente, o povo iria retribuir esse aumento dos programas sociais.
A esquerda pequeno-burguesa, que tinha tudo para denunciar essa operação e chamar o povo para as ruas com um programa de governo próprio, sem direitistas golpista que só querem se limpar da sujeira fascista, capitulou e permaneceu inerte diante de toda essa operação. Entraram com recursos judiciais, algo completamente ineficiente dado que o Estado serve, por definição, à burguesia, principalmente na atual etapa do golpe.
Esse é o Brasil do golpe, cujas instituições presenciam tudo e nada fazem para impedir, às vésperas das eleições, mais uma etapa do golpe. Estamos diante de uma grande operação para tentar tirar votos de Lula. O Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, está intencionalmente se fazendo de perdido e favorecendo as manipulações da extrema-direita, que ainda não virou totalmente esse jogo porque Lula saiu de casa e foi procurar suas bases sociais e reconquistou o povo, que sempre sinalizou que queria o retorno do ex-presidente.
Contra mais um golpe da burguesia, todos às ruas, nas portas de fábrica, escolas, sindicatos, nas favelas e bairros populares reconquistando os votos de Lula em prol da classe trabalhadora, que não pode mais perder direitos, pois o que está em jogo é a implantação de um regime para enriquecer mais ainda os empresários parasitas e imobilizar o desenvolvimento social do Brasil.





