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Rafael Dantas

Membro da Direção Nacional do PCO e diretor de redação do Jornal Causa Operária.

Teoria

Marxismo e dialética na próxima edição do jornal Causa Operária

O que dizem os escritos de Marx, Engels e outros revolucionários sobre as leis do pensamento que fizeram do socialismo científico uma poderosa arma da classe operária?


Publicaremos a partir da edição da próxima semana de Causa Operária (nº 1.223), semanário nacional impresso do PCO, uma seleção de textos dedicados ao estudo do método fundamental de pensamento e análise científicos do marxismo, a dialética. Ao lado da análise dos fatos históricos, o pensamento filosófico dialético – em oposição ao modo de pensar metafísico característico dos filósofos idealistas de todo um período anterior ao surgimento do materialismo histórico e do socialismo científico – constitui a base sobre a qual se ergue toda uma concepção de mundo, o marxismo.

Nesta edição, apresentamos trechos da primeira parte do livro Anti-Dühring, escrito por Friedrich Engels em 1877. O primeiro capítulo do qual selecionamos trechos sobre uma das leis fundamentais do pensamento dialético, a que concebe a transformação no campo material, histórico e ideológico da quantidade em qualidade, é parte de uma crítica das concepções apresentadas por Eugene Dühring como substituto para o materialismo histórico como base ideológica da Social-Democracia Alemã, isto é, o partido operário construído com os esforços de Marx e Engels.

Escrevia Engels no prefácio do livro:

“Quando, há três anos, o Senhor Dühring surgia, cheio de rompante, apresentando-se, ao mesmo tempo, como adepto e reformador do socialismo, disposto a trazer o século à luta, alguns amigos da Alemanha expressaram várias vezes o desejo de que eu fizesse; no órgão do partido social-democrata, então o Volksstaat, um estudo crítico da nova doutrina socialista. Consideravam tal estudo grandemente útil, a menos que não se quisesse proporcionar ao sectarismo existente no jovem partido, ainda em formação e distante de sua unidade definitiva, uma nova oportunidade para divergência e confusão. Estavam eles, melhor do que eu, em condições de julgar a situação da Alemanha: via-me obrigado a dar-lhes crédito. Demais, pode-se verificar que parte da imprensa socialista se pôs a dar boas-vindas ao novo apóstolo com um entusiasmo que não era unicamente condescendência, mas deixava transparecer alguma inclinação para acolher, sem reservas, o Senhor Dühring, e, o que é mais, a doutrina do Senhor Dühring (…)” (Anti-Dühring, Friedrich Engels, Prefácio à primeira edição – Londres, 11 de junho de 1878)

Engels dedicou grandes esforços à elaboração de uma crítica detalhada da “filosofice” e da “fanfarronada” teórica apresentada por Dühring em um amplo espectro de ideias, da filosofia à moral, do  direito à economia política e o socialismo. O livro, no entanto, transcendeu os propósitos de a simples crítica de um farsante, um pseudosocialista. Ao criticar, Engels desenvolveu de maneira positiva algumas das concepções centrais, apresentadas em muitos escritos anteriores seus e de Marx muitas vezes de maneira apenas implícita. 

Sobre a dialética, nosso tema escolhido, Engels explicava no Prefácio que:

“O pensar teórico de cada época — portanto, também o da nossa — é um produto histórico que, em tempos diversos, toma uma forma muito diversa e, por isso, um conteúdo muito diverso. A ciência do pensar é, portanto, tal como qualquer outra, uma ciência histórica, a ciência do desenvolvimento histórico do pensar humano. E isto é também de importância para a aplicação prática do pensar aos domínios empíricos. Pois, em primeiro lugar, a teoria das leis do pensar de modo nenhum é uma ‘verdade eterna’ feita de uma vez por todas, como o entendimento filisteu o representa com a palavra lógica. A própria lógica formal, desde Aristóteles até hoje, permaneceu domínio de veementes debates. E a dialética, até hoje, só foi investigada com precisão por dois pensadores — por Aristóteles e Hegel. Ora, a dialética é, porém, para a ciência da Natureza moderna, a forma de pensar mais importante, porque só ela fornece o análogo e, por isso, o método de explicação para os processos de desenvolvimento que ocorrem na Natureza, para as conexões em geral, para as transições de um domínio de investigação a outro.”

O semanário impresso Causa Operária é enviado todas as semanas aos assinantes – que também tem acesso ao portal pelo link jornal.causaoperaria.org.br/. Caso não queira, ou não possa, os leitores também têm a possibilidade de fazer sua assinatura anual do jornal com acesso exclusivo online. Até a próxima!

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