Em um esforço para mascarar a realidade, digno de Joseph Goebbels, ministro da propaganda do Terceiro Reich, o jornal alemão DW publicou um texto em que buscava, de todas as formas, relativizar o fato de que grupos neonazistas controlam o Estado ucraniano.
A campanha que a imprensa internacional está levando adiante consiste em atacar a Rússia como uma estratégia para defender o imperialismo e a OTAN. Parte dessa campanha passa, necessariamente, por apoiar o governo da Ucrânia – e relativizar o nazismo, como se fosse um fator secundário, tem estado na ordem do dia da imprensa burguesa.
A matéria da DW, apesar de reconhecer que o Batalhão de Azov se utiliza de símbolos nazistas, deturpa o fato de que esses batalhões, inspirados nos batalhões nazistas da Segunda Guerra Mundial, assassinam russos – a matéria da DW tenta mascarar o fato dizendo que eles “enfrentam separatistas do leste ucraniano”. Mais adiante, a DW atribui a um “exagero da propaganda russa” a tese de que a Ucrânia seja dominada pelo neonazismo – apesar de que essas milícias estejam subordinadas ao Ministério do Interior.
Imprensa burguesa de joelhos para a OTAN
Não é só na Alemanha que a imprensa imita as táticas de propaganda do Terceiro Reich para tentar atacar Putin e defender a Ucrânia – e, com isso, todo o imperialismo de conjunto. Aqui no Brasil, a Folha de S.Paulo publica diversas matérias relativizando o nazismo na Ucrânia – como se fosse um fator secundário.
Ocorre que a Ucrânia é a capital internacional do neonazismo – tanto que pessoas como Sara Winter e Arthur do Val foram para lá. Além disso, o que pôs esses neonazistas no poder do Estado foi o golpe de 2014, organizado e orquestrado diretamente pelos Estados Unidos.
A Folha de S.Paulo procura ocultar isso, novamente, assim como a DW, fazendo uma propaganda de que Putin estaria exagerando a questão.
A BBC, imprensa estatal britânica e porta-voz do imperialismo no Reino Unido, também dedicou diversas matérias para defender o governo nazista da Ucrânia.
A linha editorial que segue a BBC é idêntica à linha que seguem tanto a Folha de S.Paulo, quanto a DW. Para a BBC, Putin estaria exagerando, o Batalhão de Azov – que usa símbolos nazistas e extermina russos – não seria tão nazista assim, o Estado ucraniano ser controlado por nazistas hostis à Rússia seria apenas uma desculpa que Putin utilizou para invadir a Ucrânia e não a causa do conflito, etc.
Aliás, a imprensa especialista em falsificar fatos apresenta a questão como se se tratasse de “existência de nazistas no país” – sendo que, no caso da Ucrânia, o que acontece é que os nazistas controlam todo o aparato governamental.
Todavia, voltando aos “argumentos” apresentados pela BBC, é preciso destacar que eles são totalmente falsos e visam apenas a manipular a opinião pública em favor do imperialismo. O motivo real que levou Putin a invadir a Ucrânia foi o fato de os EUA, depois de terem dado um golpe de Estado no país, estarem organizando a sua ida para a OTAN – e o único objetivo disso era cercar a Rússia e atacar o país.
Putin apenas se antecipou. A OTAN, antes da guerra, já armava fortemente a Ucrânia, cujo governo composto de neonazistas é completamente contrário à Rússia. Apesar das falsificações e distorções que a imprensa imperialista tente apresentar, Putin apenas se antecipou e defendeu seu país contra o iminente ataque dos neonazistas ucranianos.
Portanto, Putin não é o agressor, tampouco se trata de uma guerra de conquista. O que ocorre, na realidade, é que a Rússia está travando uma guerra pela sua libertação da dominação imperialista dos EUA e da OTAN, dominação que esses inimigos do povo exercem na região e buscam estabelecer firmemente na Rússia. Ao lutar contra o imperialismo e contra o governo de neonazistas da Ucrânia, que serve aos interesses do imperialismo na região, a Rússia exerce um papel extremamente progressista na luta de classes e deve ser incondicionalmente apoiado.




