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Golpe

Imperialismo planeja o desmantelamento total do Brasil

Imperialismo intensifica sua campanha pela retirada da Amazônia do controle brasileiro, um ataque venal à soberania do Brasil


Desde a crise de 2008, o imperialismo entrou em uma crise que, ao que tudo indica, pode ser terminal. O estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos teve consequências que fizeram com que o regime não se recuperasse até os dias de hoje, similar ao que ocorreu em 1929, com a Quebra da Bolsa de Nova Iorque.

Todavia, a partir de 2020, o imperialismo sofreu derrotas importantes que, em conjunto com o surgimento do coronavirus, contribuíram para a sua derrocada, estabelecendo uma das maiores crises da história de todo o capitalismo, senão a maior. É o caso da expulsão das tropas americanas do Afeganistão pelas forças do Talibã, bem como a operação especial russa na Ucrânia que, desde seu início, enfraqueceu o regime imperialista de maneira global.

Frente a esse quadro verdadeiramente desesperador, o imperialismo precisa angariar todo apoio possível, seja material, seja político, para garantir, mais uma vez, a sua sobrevida. Em outras palavras, precisa intensificar a sua política de assaltar as riquezas e, de maneira geral, os recursos dos países atrasados.

Não é à toa que, após a já citada crise de 2008, diversos golpes orquestrados pelo imperialismo começaram a ocorrer na América Latina, como foi o caso do Brasil, mais tarde, em 2016. Foi uma estratégia que visava descartar os governos nacionalistas da época, pois estes não abriam as pernas de seus países para os grandes capitalistas internacionais.

É natural, portanto, que o imperialismo continue suas ofensivas contra os povos oprimidos de todo o mundo e, além disso, em decorrência da dimensão de sua crise interna, adquira uma postura ainda mais agressiva. Para tal, mais uma vez, precisa garantir absoluto controle sobre toda a América Latina e, principalmente, sobre o Brasil, o maior país da região e um dos maiores e mais ricos de todo o mundo.

Dividir para governar

Uma das tradicionais formas de dominação de qualquer território, desde a antiguidade, é a infame tática do “dividir para governar”. Consiste, basicamente, na tentativa de dividir determinada região em partes menores, de modo a diminuir a resistência a uma eventual dominação devido à menor coesão e, consequentemente, menor organização de tal inimigo.

Nas últimas décadas, é fácil observar essa tática em ação, por parte do imperialismo, principalmente no Oriente Médio e na própria Europa, com os países eslavos ocidentais e meridionais. Os casos mais famosos são o da Iugoslávia, do Kuwait e do Sudão.

Mais recentemente, vimos movimentações nesse sentido contra a Rússia e a China. A primeira sofre tentativas constantes de sabotagem como, por exemplo, o avanço da Otan na Ucrânia e a tentativa de golpe no Cazaquistão e na Bielorrússia. Já a segunda, lida com a questão do Tibete e dos territórios do oeste, bem como o problema de Taiwan.

O Brasil, por sua vez, é alvo de ataques que possuem o mesmo fundamento, mas que são desferidos, principalmente, por meio da Amazônia. Uma campanha que está, neste momento, a todo vapor e parte dos mais diversos setores tanto da esquerda pequeno-burguesa, quanto da direita entreguista.

O ataque contra a história do Brasil é um ataque contra a soberania nacional

Principalmente no 7 de Setembro, data que marcou o bicentenário da Independência do Brasil, a imprensa burguesa nacional, completamente alinhada com os interesses do imperialismo, levou adiante uma ampla campanha contra a data no sentido de atacar o legado nacional. Visando, por sua vez, desmoralizar o País para justificar uma intervenção direta sobre o nosso território.

Argumenta-se, basicamente, que o Brasil, em decorrência de seu passado “desastroso”, é incompetente e, por isso, não consegue “cuidar” de um território tão precioso como a Amazônia. Crítica que, sobretudo, usa o governo Bolsonaro como um reforço de que a “comunidade internacional” deve tomar conta da Amazônia em conjunto.

Antes de mais nada, é preciso ficar claro que se trata de uma grande farsa. A Amazônia é do Brasil e do Brasil apenas, é um legado deixado a nós, inclusive, por aqueles que participaram do processo de independência do País em 1822 e de todas as etapas que precederam a data. Nesse sentido, o território é do povo, que deve ter o direito de fazer o que bem entender com ele.

Ademais, toda a bravata ambientalista por parte do imperialismo não passa de pura demagogia. Afinal, eles são os principais responsáveis pelos problemas relacionados ao meio ambiente em todo o mundo. Se tomassem conta da Amazônia, aí sim fariam questão de extirpá-la até a última árvore, engendrando uma devastação nem mesmo idealizada por figuras como Bolsonaro.

Uma campanha ideológica…

Buscando preparar o terreno ideológico para essa operação, uma das principais teses que surgiram para justificar a entrega da Amazônia é a de que a constituição territorial brasileira representa um ataque direto aos índios que aqui habitam. Consequentemente, os defensores dessa doutrina absurda afirmam que o Brasil deve ser dividido em partes menores para garantir a soberania desses povos.

É o caso de matéria publicada no Estado de Minas intitulada Gigante bobo e atrasado, Brasil deveria ter sido dividido em quatro. De maneira absolutamente agressiva, Ramiro Batista, colunista que assina o artigo, afirma, em linhas gerais, que o Brasil é um tremendo fracasso que deveria ter cedido a cada movimento separatista ao longo da história do País. Felizmente, Batista deixa claro que sua tese se baseia nas vozes de sua própria cabeça, e não em qualquer embasamento realmente científico.

Se soa familiar, é porque é. Temos aqui o modus operandi clássico do imperialismo, do “dividir para conquistar”, aplicado na Amazônia. No fim, que se beneficiaria com a divisão do Brasil são as grandes potências, pois, apesar de atrasado, o País sempre representou uma enorme afronta aos interesses dos grandes capitalistas internacionais na América Latina.

…que se torna realidade

Seguindo a já citada necessidade de controlar a situação na América Latina, o imperialismo fabricou, nos laboratórios da CIA, uma “nova esquerda” para levar adiante os seus interesses sob um disfarce esquerdista e, até mesmo, revolucionário. É o caso de Gabriel Boric, no Chile, de Guilherme Boulos, no Brasil, e de Gustavo Petro, na Colômbia.

Além de um alinhamento meramente ideológico, essas figuras possuem, na prática, uma política profundamente atrelada àquela defendida pela burguesia, principalmente a imperialista. Boric, recentemente, lançou a polícia de forma violenta contra estudantes que manifestavam no Chile contra as medidas de seu governo. Boulos, por sua vez, foi pego no flagra por este Diário com uma série de revelações bombásticas que comprovam o seu laço econômico com a CIA e suas organizações.

Diferente deles, Petro estava mais ou menos na espreita, deixando ambíguo como se daria o seu governo. Todavia, de alguns meses para cá, “saiu da casinha” e mostrou ao mundo para quem ele veio governar.

Nesta quarta-feira (07), Petro realizou um encontro com uma alta funcionária dos Estados Unidos, Laura Richardson, Comandante do Comando Sul do país. Dessa reunião, o presidente colombiano revelou a criação de uma nova força com o objetivo de proteger a Amazônia na Colômbia. Petro foi além e afirmou que se trata de uma “nova era de colaboração militar com os Estados Unidos”.

Ou seja, o governo dito de esquerda não só está colaborando voluntariamente com as forças militares do imperialismo americano. Além disso, está montando as bases que podem ser usadas pelos Estados Unidos para avançar sobre o resto da região e, especialmente, sobre o Brasil e a Venezuela.

Dessa maneira, o plano do imperialismo para a Amazônia começa a tomar uma forma concreta e, por conseguinte, extremamente perigosa. É um anúncio que deve alertar toda a esquerda como o início de um verdadeiro desmonte do Brasil.

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