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Rede golpista

Globo comprova que é um agente antinacional

O imperialismo quer o Brasil como uma grande fazenda povoada por desempregados, desabrigados e famélicos


A golpista e venal Rede Globo publicou, no dia 15 de dezembro, em editorial, mais um ataque ao presidente eleito Lula e aos trabalhadores do Brasil. Para defender a submissão total do país ao imperialismo, que comanda a Globo, atacou a medida de Lula e da Câmara contra a Lei das Estatais, lei aprovada com o golpe, durante o governo de Michel Temer (MDB), para garantir a entrega do patrimônio nacional ao capital financeiro. Segundo o editorial, o governo Lula “exigirá vigilância constante”.

A Lei das Estatais se coloca no caminho das nomeações do governo eleito para a presidência de estatais importantes como o BNDES e a Petrobrás. Ela visa impedir nomeações “políticas”, ou seja, de pessoas de confiança do presidente eleito, que possam promover uma política ligada aos trabalhadores, ao invés das chamadas nomeações “técnicas”, de homens da burguesia, neoliberais sem qualquer laço com o movimento operário e suas lideranças, ou partidos de esquerda.

Para o BNDES, Lula indicou Aloizio Mercadante (PT), próximo ao presidente eleito e, no ato da indicação, falou em pôr fim às privatizações e fomentar uma política de desenvolvimento nacional. Para a Petrobrás está cotado Jean Paul Prates (PT), senador e também do Partido dos Trabalhadores.

Governo Lula, a Rede Globo quer controlá-lo

O jornal golpista coloca que a lei serve para impedir nomeações de “parlamentares ávidos por ocupar espaços nas estatais”, uma farsa. A política esboçada pelo Globo nada mais é que a política da burguesia, de nomeação de verdadeiros fantoches, mercenários, que colocam em prática as políticas do próprio mercado financeiro. A oposição a isso só pode ser feita pela indicação de pessoas de confiança, próximas a Lula ou mais diretamente ligadas ao movimento operário.

O editorial coloca que: “Era uma resposta aos escândalos de corrupção do PT e uma tentativa de impor regras mais republicanas.” Ora, o republicanismo consistiria em permitir ao governo eleito pelo povo que nomeie quem quiser. Ou que os cargos estejam sujeitos a eleição direta pela população. O “republicanismo” do Globo é uma barreira burocrática e antidemocrática que visa impor o neoliberalismo como política, independente do resultado eleitoral. Esse é inclusive o caso do Banco Central, que está “independente”. Independente do povo, independente das eleições, independente dos trabalhadores, e totalmente vinculado ao capital financeiro, ao “mercado”, aos banqueiros.

O Globo ainda critica a nomeação de Mercadante, numa crítica que demonstra quais as intenções por trás da defesa da Lei das Estatais. Segundo o veículo porta-voz do imperialismo no Brasil: “Mercadante é péssima escolha para presidir o BNDES” porque Lula “disse que, sob Mercadante, economista de ideias desenvolvimentistas, o Brasil voltará a se industrializar. Também afirmou que acabaria com as privatizações. A primeira afirmação é uma quimera, a segunda um retrocesso absurdo.

Indústria nacional, uma quimera para O Globo

Se há algo concreto, é a industrialização. O jornal golpista não demonstra porque isso seria uma quimera, já as privatizações impuseram e ainda impõe ao Brasil o atraso completo. A privatização e fechamento de refinarias da Petrobrás, por exemplo, força o País a exportar petróleo cru e importar combustível, um claro ataque à economia nacional. O fechamento da Fafen-PR (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná), da Petrobrás, para reduzir a participação estatal na economia e da empresa no setor, impôs uma maior dependência externa de fertilizantes à economia nacional, em grande parte baseada na agricultura. Mais que isso, a unidade tinha capacidade de produção de oxigênio e, seu fechamento, no início da pandemia, gerou desabastecimento do gás, o que condenou milhares à morte por asfixia no Brasil. Isso é um pequeno exemplo do que O Globo chama de “retrocesso”, ter fábricas, ter produção, conseguir prestar assistência à população. Avanço, para O Globo, é ser um país escravo dos EUA e do capital financeiro, afogado em dívidas e totalmente submisso, com um povo igualmente escravizado. O imperialismo é o real editor daquela publicação.

O investimento em refinarias e indústria seria uma quimera, por quê? É algo prático, o governo investe, a Petrobrás investe, a economia se desenvolve, e isso é fato para todas as áreas da produção. O Brasil já teve uma indústria naval, inclusive ligada à Petrobrás em parte, com estaleiros. Hoje os estaleiros e navios estão abandonados, por que seria uma quimera retomar a indústria naval brasileira? O jornal não leva a questão para o lado concreto, não tem argumento real, é um apanhado de ideologia para ocultar os interesses daqueles que destruíram o Brasil, e que querem continuar a fazê-lo.

Segundo O Globo: “A desindustrialização é uma tendência global. Mesmo nos poucos países que têm mantido constante a participação da indústria no PIB, o emprego no setor cai, em razão do avanço tecnológico.” Por óbvio existe essa tendência, o imperialismo, com a política neoliberal, vem impondo uma política de destruição da indústria no mundo todo. O Brasil é exemplo disso, tanto com os governos Collor e FHC, como com o Golpe de 2016 e a Farsa Eleitoral de 2018, que impuseram a total entrega ou simples fechamento de uma variedade de setores produtivos, além da destruição de indústrias e empresas, um exemplo que é claro com a Lava Jato, que atacou a Petrobrás, o setor da construção civil, etc. O capitalismo, já em decadência avançada, não suporta o crescimento produtivo pelas crises de superprodução, e se baseia na especulação financeira. O sistema econômico respira por aparelhos, que geram crises cada vez maiores, como a de 2008.

Investimento público, para O Globo, é impossível

Ainda, diz O Globo: “Sonhar com a recuperação da indústria brasileira com a ajuda do BNDES é certeza de jogar dinheiro fora, como tantas vezes já se fez. Melhor seria preparar o país para aproveitar as oportunidades criadas pela disputa comercial entre China e Estados Unidos, com maior abertura do mercado e fechamento de indústrias zumbis mantidas graças a proteções e incentivos.” Para o veículo, a indústria não é algo positivo para o Brasil. A geração de empregos e a melhora do salário, o desenvolvimento nacional “é jogar dinheiro fora”. O que o jornal chama de aproveitar a oportunidade entre EUA e China é, em português claro, permanecer como um país atrasado, exportador de matéria-prima, as chamadas commodities, e vender para o maior comprador com parcerias internacionais, o que não objetiva em nada o desenvolvimento do Brasil. Para O Globo, é preciso fechar mais indústrias, o golpe não foi o bastante, o povo não está passando fome o suficiente, o desemprego não assola os trabalhadores tanto quanto o necessário, porque, e isso eles não falam, as taxas de lucro da burguesia continuam caindo.

O avanço tecnológico é mais uma demagogia feita pelo jornal. Não foram robôs os desempregados com o fechamento de refinarias, de estaleiros. Não foram robôs que deixaram de construir infraestrutura no Brasil e no mundo com o desmonte do setor da construção civil. O Globo apresenta uma farsa completa.

No último parágrafo “argumentativo”, de mentiras e falsificações do editorial, o jornal afirma:

O fim das privatizações é outro delírio frequente entre petistas. Não há como um país carente de capital alavancar investimentos em infraestrutura sem o setor privado. Privatizações — de portos, aeroportos, estatais, telefônicas, correios, bancos etc. — são uma solução, não um problema. É preciso acelerá-las, já que os investimentos públicos, com toda a ajuda do BNDES que se possa imaginar, jamais terão a pujança do setor privado.

No ápice da demagogia, e em argumento de nível bolsonarista — afinal o bolsonarismo foi parido por ela — para a Rede Globo apenas um petista defenderia o fim das privatizações. O Brasil, que fez e tem portos, aeroportos, Correios, estatais, telefônicas, bancos etc., o Estado brasileiro, que já fez tudo isso, não é capaz de fazê-lo. O argumento é tão incoerente que é uma contradição em si mesma. A “pujança do setor privado”, afirmada pelo Globo, não investiu nada em 6 anos de golpe, desde o governo Temer até o de Bolsonaro, mais uma farsa total.

Derrotar o golpe imperialista que se desenha

O editorial demonstra: a burguesia imperialista não aceitará uma política mínima de investimento, de desenvolvimento da economia nacional. Exigem a política de terra arrasada. O Brasil, para eles, deve ser uma grande fazenda, povoada por desempregados, desabrigados e famélicos. A ofensiva da imprensa, e a subida de tom dos veículos do imperialismo, deve ser vista como parte de uma ofensiva golpista de toda a burguesia contra o governo Lula, e antes mesmo da posse. É preciso organizar imediatamente os trabalhadores, as organizações populares, tanto para defender o governo recém eleito, como para garantir o caráter dele, de enfrentamento do mesmo contra os parasitas e vampiros do capital financeiro e do imperialismo. Por um governo dos trabalhadores!

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