No primeiro dia do ano, grandes manifestações tomaram as ruas da Holanda, semelhante às que ocorreram em países como a França e a Itália no último período. Os protestos foram mais um episódio da revolta dos europeus contra o antidemocrático “passaporte sanitário”, medida que vem sendo implementada em praticamente toda a União Europeia. Embora haja variações de um país para outro, o objetivo do passe é o mesmo: restringir os direitos individuais em nome de um suposto controle da doença.
O que chamou muito a atenção no caso da Holanda foi a repressão brutal aos protestos. Em um dos vários vídeos que mostram o violento choque da polícia com os manifestantes, um cachorro agarrou o braço de um holandês e teve de ser espancado para que o soltasse. Dezenas de pessoas foram presas.
Um protesto dessa magnitude, e ainda mais vítima de tamanha repressão, não pode ser simplesmente enquadrado, como o faz a imprensa capitalista e a esquerda pequeno-burguesa, em manifestações “da extrema-direita”. A extrema-direita está, sim, envolvida em manifestações contra o passaporte sanitário, mas o faz porque o fascismo é um movimento que se baseia na demagogia. Isto é, embora seja um movimento violento contra os trabalhadores, o fascismo procura conquistar o apoio de uma parcela mais atrasada dos trabalhadores fazendo demagogia com problemas reais de sua classe.
O problema do passe sanitário é real. Não é uma criação da extrema-direita. E se a extrema-direita tem liderado protestos na Europa, isso se dá justamente pela ausência da esquerda europeia, que, de tão insensível, abandonou o povo nesse enfrentamento contra os regimes antidemocráticos.
O caso da Holanda, no entanto, mostra até onde vai esse tipo de medida, que visa a jogar na cadeia e meter porrada em quem não se curvar aos desmandos do Estado. Não se trata de nenhuma cruzada pela “saúde”, é uma imposição brutal às vacinas que uma parcela do povo sequer conhece, nem confia.
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