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Crise na Itália

Eleições antecipadas na Itália: crise se aprofunda

Renúncia do primeiro-ministro italiano é o efeito dominó causado pela operação especial da Rússia na Ucrânia.

Draghi

A Itália é mais um dos países vítima do que parece ser um efeito dominó causado pela operação especial da Rússia na Ucrânia.A renúnica de Mario Draghi, vem na sequência da queda de Boris Johnson, no Reino Unido, um dos países centrais do imperialismo. Na França, o governo Macron perdeu a maioria no legislativo e o governo está na corda bamba.

Nesta quinta-feira (21), o presidente italiano, Sergio Matarella, dissolveu o parlamento e a Itália deve ter eleições em 25 de setembro. Se as eleições fossem hoje, a direita venceria facilmente o pleito. O Irmão da Itália, de cunho neofascista, está muito bem nas pesquisas, mas ainda depende do Forza Italia e da Liga, com os quais nem sempre tem uma convivência muito pacífica.

É certo que o cenário político na Europa vai passar para um outro patamar se a extrema-direita chegar ao poder na Itália. Basta vermos o quanto tem avançado na França, onde a burguesia teve que fazer uma grande manobra para reeleger Macron à presidência.

A crise italiana está diretamente relacionada aos eventos na Ucrânia. Os preços não param de subir e as manifestações se avolumam. Recentemente, o governo enfrentou um ato muito grande de motoristas de taxistas.

É preciso lembrar que a Itália é um dos países que mais necessita do gás e do petróleo russos, a falta dessas commodities fará sua indústria entrar em colapso. Apesar de não ser central no imperialismo, a Itália é um dos pilares da União Europeia.

Fim da coalizão

Draghi ficou sem apoio por falta de acordo com os partidos Forza Italia, de Silvio Berlusconi, a Liga anti-imigrantes de Matteo Salvine e o Movimento Cinco Estrelas. Mario Draghi tem apoio de prefeitos, mil deles assinaram um manifesto pedindo a sua permanência no cargo, mas o governo não se sustenta.

A popularidade de Draghi é alta também na imprensa corporativa europeia que o trata como um homem sensato, avesso às intrigas. No entanto, o medo deve ser o abalo que sua saída causa no panorama político europeu e até mundial.

O mercado reagiu negativamente, há muita ansiedade no ar. O spread (diferença entre os títulos públicos da Itália e da Alemanha de dez anos) subiu 215 pontos na última quarta-feira (20). Se existe esse clima de incerteza na economia, a tendência é a crise se agravar, uma vez que a Rússia tem conseguido avanços substanciais na Ucrânia.

Viktor Orban critica UE

Neste sábado (23), Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, disse que as sanções contra a Rússia fracassaram e que a UE deveria mudar de estratégia. Segundo ele, a Ucrânia não tem como vencer a guerra, mesmo com as armas fornecidas pela Otan, pois a diferença de forças é muito grande. Para Orban, “É necessária uma estratégia centrada nas negociações de paz e na elaboração de uma proposta de paz”.

O próprio Viktor Orban admitiu que os governos da Europa estão entrando em colapso “como dominós” com a disparada dos preços de energia. E disse ainda que “Estamos [os europeus] sentados em um carro com os quatro pneus furados: é absolutamente óbvio que a guerra não pode ser vencida dessa maneira”

Muitos poderão dizer que o discurso de Orban é tendencioso porque a economia húngara pode ser arruinada sem o gás russo. No entanto, é notório que as sanções são um fracasso total. Quem mais está sofrendo com os embargos é a própria Europa. No entanto, o imperialismo norte-americano faz uma pressão muito forte para que o bloco europeu se indisponha com a Rússia.

A Europa está tendo que pagar por uma crise na qual não gostaria de ter entrado. Existe uma percepção muito nítida de que o aprofundamento da crise econômica é resultado das provocações da Otan. Em muitos países, incluindo a Itália, trabalhadores já fizeram diversas manifestação contra a guerra e em favor da Rússia.

Um conflito generalizado vai ter um custo elevadíssimo em termos de vidas e perdas econômicas que a Europa não parece ter como sustentar. Sem dúvida, estamos diante de uma das maiores crises do imperialismo. Que ainda tem um outro problema para resolver: a China.

Mais sanções?

Se a Itália e o Reino Unido estão vendo assistindo a queda de seus primeiros ministros em virturde das sanções contra a Rússia, o que poderá acontecer se essas se estenderem à China? O país é um grande fornecedor de semicondutores e matérias-primas vitais para a economia mundial. E existe também um fator importantíssimo: inúmeras empresas das mais lucrativas do imperialismo estão baseadas na China. Atacar o país é provocar perdas enormes, talvez irreparáveis de grandes empresas. A Volkswagen, para citar um exemplo, tem uma plante em Xinjiang, no noroeste chinês.

Aquela ideia inicial de desgastar a Rússia não amedrontou o Kremlin. Agora que o feitiço está se voltando contra os feiticeiros, Putin perdeu toda a pressa, continua sua operação na Ucrânia e diz que vai levar o tempo que precisar. Com isso, é ele quem vai desgastar a Europa. E é bom lembrar que o inverno se aproxima rapidamente, apesar a onda de calor que assola o continente europeu.

No entanto, não é apenas a Europa que está sentindo o efeito dos embargos, os Estados Unidos estão com uma inflação praticamente descontrolada, o galão de gasolina já atingiu os cinco dólares. O governo Biden enfrenta uma impopularidade recorde e, como se não bastasse, os Democratas devem perder a maioria legislativa nas eleições de meio de mandato no final do ano.

O inverno promete ser quente, nos EUA e na Europa. Se não resolverem o impasse com a Rússia e faltar gás para o aquecimento e para a indústria, a população vai para cima dos governos. Aliás, a classe operária já está se levantando, e essa é a única força capaz de vencer o imperialismo e o fascismo.


COTV

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