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Patrícia Paiva

Afeganistão?

Deportadas dos EUA, mulheres relatam atrocidades após prisões

Mulheres denunciam que passaram fome e tiveram que mostrar seios aos policiais para ganhar comida


Nesta sexta-feira chegaram ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte mais dois voos com brasileiros deportados dos Estados Unidos. Desde 2019 já são mais de 3800 pessoas deportadas as quais submetidas e a uma jornada longa e onerosa em busca da ilusão de uma vida melhor no “país das liberdades democráticas”.
Chamam a atenção as declarações dos deportados quanto aos maus tratos sofridos durante o processo de deportação. São homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que são humilhados após serem detidos no território dos EUA, ou ainda tentando atravessar a fronteira com o México. As declarações são estarrecedoras.
Uma das brasileiras que chegou com outras 311 pessoas no dia 11 deste mês, estava nos Estados Unidos desde 29 de janeiro, com os pais e uma irmã, porém foram deportados em datas diferentes. A mulher afirma que estava sem notícias da família que também havia sido deportada. “Era uma situação muito humilhante”, disse ela que foi obrigada a conviver com o frio em uma cela. Nada melhor que suas próprias palavras para expressar a situação que vivenciou: “Era uma garrafinha de água de 500 ml por dia, fiquei cinco dias sem tomar banho e escovar os dentes, alimentação só com burrito, laranja e maçã. Algumas mulheres chegavam a mostrar os seios aos guardas para ganharem comida”.
Outra brasileira também relata os maus tratos sofridos pelos agentes de imigração durante os 10 dias em que ficou aguardando a deportação: “Lá é muito frio, deram papel alumínio para gente cobrir do frio. (…) Eles jogaram nossos objetos fora. Não conseguimos falar com os familiares. Eu, minha esposa e minha filha de 5 anos ficamos em salas separadas. Experiência muito difícil”.
A política de deportação de brasileiros ilegais no exterior vigente desde 2006, foi alterada em 2019 no governo Trump. Com a vitória do “Democrata” Joe Biden as regras foram mantidas e os relatos de maus tratos só aumentaram, colocando à luz do dia como o imperialismo trata os estrangeiros e em especial às mulheres.
Que isto fique bem claro para aqueles que fazem coro com Joe Biden sobre os horrores à que as mulheres estarão submetidas no Afeganistão, após a expulsão espetacular dos invasores imperialistas daquele país. O terrível Talibã, que diga-se de passagem jamais conseguiria derrotar o mais poderoso país do mundo sem o total apoio do povo afegão, seria um perigo para a integridade e a liberdade das mulheres. A sucessão de fatos ocorridos após isto mostra o contrário. O perigo para as mulheres e para o povo Afegão estava justamente na dominação pelo imperialismo democrático, a salvaguarda das liberdades individuais.
O tratamento dado às imigrantes ilegais faz cair por terra a máscara imperialista mesmo dentro de seu território. Aonde está a preocupação com as mulheres, com sua integridade física e moral se os próprios agentes públicos cometem tais atrocidades sob as barbas do governo?
Fome, medo, insegurança, incerteza e humilhação é a que as brasileiras foram submetidas pelos “democratas”.
Para aqueles que ainda acham que o imperialismo está à serviço dos direitos individuais cabe perguntar: Seria o Afeganistão ali?

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