Estamos vivendo tempos bárbaros. Tempos em que as barbaridades e as arbitrariedades correm tão rápido quando a velocidade com que as informações circulam entre as pessoas.
A democratização dos meios de comunicação com a internet e as redes sociais sem dúvida é um passo para que a maioria do povo se liberte dos grilhões dos monopólios que por décadas dominaram a imprensa. E é justamente por isso que esses mesmos monopólios, a burguesia em geral, se esforçam por estrangular a liberdade de expressão adquirida com o advento das redes sociais.
É um problema econômico e político. Econômico, porque os monopólios, como a rede Globo, querem manter seus privilégios nesse mercado; político, porque a burguesia quer ter o controle absoluto das opiniões.
Esse é o problema fundamental que está por trás da monstruosa perseguição ao ex-apresentador do Flow Podcast, Monark, apenas por falar, de passagem, que achava que um partido nazista poderia ser legalizado. Essa foi a brecha para um verdeiro linchamento nas redes sociais. Foi demitido e está ameaçado por uma investigação do PGR Augusto Aras.
Vejam bem, a pessoa está sendo perseguida por emitir uma opinião. E os bárbaros da internet, muito à vontade pela cobertura política dada pela burguesia, clamam por jogar Monark e quem ousa a defender seus direitos na fogueira santa da Inquisição moderna.
Ter uma opinião virou crime, defender um direito virou compactuar com as ideias daqueles que são defendidos. Monark e quem o defende viraram nazistas para esses inquisidores modernos. É uma histeria completa.
O interessante é que o próprio Monark, que a esquerda pequeno-burguesa gosta de dizer que é um ignorante, tem uma posição correta sobre o problema: “tem que liberar tudo”.
E ele está mais do que certo. Dentro da expressão e da opinião, todos têm o direito de falar o que quiser. Uma opinião não pode ser crime. Crime é ação. Ter uma determinada opinião, por mais que seja errada e abominável sobre o nazismo, não torna a pessoa um genocida.
Pior ainda, ter uma opinião sobre o direito de uma pessoa se expressar sobre o nazismo – que é o caso em questão – não torna uma pessoa nazista. Essa sim é uma opinião.
A esquerda que incrivelmente se diz marxista faz uma frente única com Bolsonaro, rede Globo, Alexandre de Moraes para censurar um apresentador de Podcast. Está servindo como cobertura para um golpe que visa não atacar o nazismo, mas atacar o comunismo sob o pretexto de atacar o nazismo. Enquanto isso, os verdadeiros nazistas estão nos cargos de mando do País, não num podcast.




