Nesse momento, todas as atenções do mundo se voltam para o conflito entre a Rússia e a OTAN na Ucrânia. Não obstante todas as barbaridades ditas pela imprensa imperialista e ecoadas pela esquerda pequeno-burguesa, o que o conflito tem exposto de uma maneira cabal é o que é o imperialismo.
Desde que a União Soviética foi dissolvida, o imperialismo atuou para promover a maior fragmentação possível dos países que eram outrora aliados do Estado Operário Russo. A região se espatifou em vários pedaços e o próximo passo seria dividir a própria Rússia, jogando os povos de uma região do país contra os de outra região.
E qual o objetivo da divisão? Ora, a famosa tática de “dividir para conquistar”. Pouco a pouco, os países que se tornaram independentes foram sendo tomados por ditaduras muito direitistas, como é o caso da Polônia. Em 2014, o imperialismo deu um golpe de Estado na Ucrânia e impôs um fascista como presidente da República, cuja sustentação está em milícias nazistas fortemente armadas. Mais recentemente, o imperialismo tentou derrubar os governos do Cazaquistão e da Bielorrússia.
É por isso que a ação militar russa é uma ação defensiva. É uma tentativa de frear a interferência do imperialismo na área de influência russa. Algo que, portanto, deve ser aplaudido de pé pelos países oprimidos.
O Brasil também tem uma longa história de lutas e enfrentamento com grandes potências. O País é atualmente o mais desenvolvido dos chamados BRICS, que constituem o mais importante bloco de países atrasados. E tal coisa não se deu por acaso: a formação do País é um feito histórico muito importante.
E é justamente para apagar a história de luta de formação do Brasil que o imperialismo atua hoje para tentar apagar a história nacional. Exemplos não faltam, como a campanha de difamação dos bandeirantes e a tentativa de mostrar a Semana de Arte Moderna como um movimento reacionário.
É preciso reagir a isso, e é por isso que o Partido da Causa Operária irá promover, a partir do dia 7 de março, um curso imperdível sobre os 500 anos de história do Brasil. As inscrições seguem abertas.




