O governo de Jair Bolsonaro está chegando ao fim, mas seus ataques aos direitos da população se reforçam a cada dia que passa. Como um animal com seu grito de desespero quando está em perigo, o capitão da reserva anunciou novos cortes à educação, deixando a situação insustentável para diversas Universidades Federais.
No fim de novembro, o governo anunciou vários bloqueios de verba, que foram liberados com muita pressão, mas, no mesmo dia, bloqueados novamente para dezembro. Apenas na Universidade de Brasília (UnB), 17 milhões foram cortados, ameaçando todo o funcionamento da instituição em si.
Em Minas Gerais, estado sede de uma das maiores Universidades do país, o corte no orçamento da UFMG foi de 16 milhões de reais. A situação é tão escandalosa que no caso da UFU, de Uberlândia, o cofre da instituição ficou com R$71,00 em conta – uma situação difícil de imaginar que não tenha saído de um site de notícias sensacionalista.
A situação é horrível, também, em instituições do Nordeste, mostrando que quando se trata de atacar o trabalhador, Bolsonaro e seu governo neoliberal são democráticos. R$9 milhões e meio foram retirados da Ufal, em Alagoas, ameaçando todo o funcionamento da Universidade, enquanto no Sergipe, por exemplo, três mil alunos de graduação e pós-graduação da UFS ficarão sem suas bolsas. Trata-se de um ataque não só à juventude, mas sobretudo à juventude operária, que já possui seus direitos de estudar ceifados pela burguesia e é alvo, cada vez mais, de ataques por parte do governo.
Um caso calamitoso é, também, o da UFRJ: quinze milhões de reais foram cortados, fazendo com que contratos de transporte, combustível, ambulâncias e ônibus fossem suspensos, assim como o investimento na segurança e no pagamento de mais de 2.000 funcionários de limpeza e demais serviços. Não é porque o governo está no fim que devemos deixar que esses ataques passem em branco.
No Rio, alguns estudantes protestaram contra os ataques em frente ao campus; uma atitude correta, porém insuficiente. É necessário que todos os jovens se unam para ocupar não só as universidades, mas também as ruas e as praças. Todos os locais devem se tornar palco para a mobilização popular, visando derrubar os desmontes à educação que o governo Bolsonaro propõe. Caso Bolsonaro tivesse sido eleito, poderia ter sido ainda pior, já que teria 4 anos para realizar suas maldades à classe trabalhadora, com ainda mais apoio do judiciário e dos setores burgueses – sobretudo nacionais. Mais que isso, o movimento dos estudantes já servirá de pressão para que o governo Lula leve adiante as reivindicações estudantis, e sustentará o governo contra a pressão da burguesia neoliberal e golpista.


