Por quê estou vendo anúncios no DCO?

Confronto à vista?

China alerta dos riscos da viagem de Nancy Pelosi para Taiwan

Provocação sem precedente dos EUA pode levar Pequim a dar uma resposta militar no caso de Biden insistir em mandar Nancy Pelosi a Taiwan

Nancy Pelosi

Ao anunciarem a visita da presidenta da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, a Taipei, capital de Taiwan, os Estados Unidos estão quebrando um acordo firmado com a China no qual reconheciam a ilha como território chinês, o que efetivamente é.

As visitas diplomáticas teriam que ser feitas em Pequim. O que os EUA estão fazendo é tentar separar uma parte de território da China e isso é extremamente grave, é quase uma declaração de guerra. Embora parte da grande imprensa esteja forçando a barra ao comparar Taiwan com a Ucrânia, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

A Ucrânia é um país e a operação especial da Rússia visa impedir que a Otan instale ali bases militares e mísseis nucleares. Taiwan, por sua vez, é parte da China, se Pequim decidir enviar tropas para lá nem se poderia considerar uma invasão, como alguns tentam argumentar.

Os EUA vêm provocando a China que, até o momento, tem dado respostas firmes. Desta vez, porém, deixou claro que não vai aceitar essa provocação e que tomará medidas drásticas. O governo dos Estados Unidos entendeu o recado. Militares disseram a Biden que talvez não seja um bom momento de fazer essa viagem. No entanto, uma vez que já foi anunciada, um recuo poderá parecer uma desmoralização e um sinal de fraqueza.

Discurso belicoso e provocações

Os Estados Unidos sabem que precisam barrar a China, seu crescimento ameaça a hegemonia americana e a ordem imperialista imposta sobre o mundo. Foram feitos diversos acordos militares como o QUAD, que alguns chamam de Mini-Otan, aliança entre EUA, Austrália, Japão e Índia. Há ainda outros acordos que envolvem, Nova Zelândia, Canadá. Além dos constantes exercícios militares na região do Indo-Pacífico.

Recentemente, Liz Truss, secretária das Relações Exteriores do Reino Unido, disse que a Otan deveria ser uma entidade global, ou seja, uma clara ameaça à China. Os EUA querem armar a Ilha e desde o ano passado o governo chinês alertou ao governo de Taiwan que não se sinta muito confiante, pois aqueles que fugiram do Afeganistão não vão ter condições de defendê-los.

De fato, desde a vitória dos Talibãs e expulsão dos invasores, abriu-se uma grande crise no imperialismo. A Europa reclama que ficou sem uma posição importante na Ásia Central e a Rússia e China correram para estabelecer relações com o novo governo e estabilizar a região, que é fundamental para uma das rotas comerciais que a China pretende estabelecer.

Um mar de incertezas

A China está aproveitando para aprender com a experiência russa no Afeganistão. A decisão de Putin de intervir antes que o pior acontecesse pegou o imperialismo de surpresa. A resposta foi a adoção de uma série de sanções que de início fizeram o rublo cair. A moeda, no entanto, rapidamente recuperou seu valor, pois há anos a Rússia vem se preparando, para isso começou a lastrear o rublo com ouro e exportação de gás e petróleo. A China também vem fazendo um movimento similar e qualquer tentativa de sanções contra o Yuan encontrará uma moeda lastreada em ouro e exportações.

Não bastasse isso, muitas das empresas super lucrativas americanas e europeias estão baseadas na China. Um embargo ao país corresponderia um ataque a essas empresas. Um exemplo similar é a Volkswagen que tem uma planta em Xijiang e está lutando contra as pressões para abandonar a região.

Os embargos contra a Rússia provocaram uma disparada no preço do gás e do petróleo. A Europa depende da commodity para movimentar sua indústria e para o aquecimento residencial. A falta do produto, principalmente no inverno, pode provocar grandes manifestações da população que já está entendendo que paga por uma briga começada pelos EUA.

Um embargo contra a China, combinado com o que vem sendo aplicado contra a Rússia, pode ter consequências catastróficas para a economia mundial. Se os países repatriarem suas indústrias haverá imediatamente uma alta de preços e uma inflação vai disparar. A China é uma grande fornecedora de minérios, como terras raras e também de material tecnológico e semicondutores. O mundo poderá sofrer um apagão de chips que simplesmente paralisará desde a indústria de eletrodomésticos até a automobilística.

Mais uma humilhação?

O imperialismo sofreu uma terrível humilhação no Afeganistão, vem sofrendo outra na Ucrânia e, ao que tudo indica, sofrerá outra contra a China. É uma crise sem precedentes que se abriu dentro do imperialismo que sofre com a ‘rebelião’ de países importantíssimos para o controle político e militar global, como a Turquia e a Índia.

Analistas estão cogitando que os chineses talvez declarem uma zona de exclusão aérea em Taiwan e qualquer aeronave, incluindo a que eventualmente leve Nancy Pelosi, poderá ser derrubada (apesar de que essa medida pareça muito improvável). O que pode iniciar uma guerra. É verdade que mesmo a China e a Rússia juntas são inferiores ao poderio da Otan. No entanto, o caos econômico que se instalará poderá derrubar governos por todos os continentes, como já ocorreu no Reino Unido e na Itália.

O imperialismo se colocou em uma espécie de beco sem saída. Se não enfrentar a China, o país em breve poderá se tornar a maior economia mundial. Se enfrentar, poderá colapsar a economia global e inaugurar um período de revoluções que irão atingir o coração do imperialismo. Sinais dessa possibilidade é que não faltam.

Mal menor

Por último, não podemos nos furtar de relembrar que este Diário alertou do perigo da eleição de Joe Biden. Fomos agredidos por boa parte da esquerda pequeno-burguesa e acusados de sermos trumpistas quando apenas mostramos que Biden não era o “mal menor”, mas o candidato preferencial do grande capital financeiro e da indústria da guerra.

Houve uma grande comemoração por parte da esquerda e imprensa alternativa quando Biden se elegeu. Os identitários ficaram em êxtase com a vice mulher e negra, Kamala Harris, além de funcionários de alto escalão das mais diversas cores e gêneros.

Claro que não nos sentimos orgulhosos em provar que estávamos certos, que Biden poderia colocar o Planeta à beira de uma guerra mundial sem precedentes, pois quem sempre paga com o sangue é a classe trabalhadora.

Apenas queremos deixar claro que é fundamental que a classe trabalhadora se levante para barrar os senhores da guerra, pois não existe força mais poderosa que o operariado. De fato, o gigante já deu sinais de que abriu os olhos e em vários países já sai às ruas, o que enche o imperialismo de temor.


COTV

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.