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Eleições 2022

Campanha de Lula tem que fazer o “mercado” tremer

Nova pesquisa eleitoral revela que burguesia teme que um eventual governo de Lula saia de seu controle


Nesta segunda-feira (26), foi divulgada mais uma pesquisa Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) relativa às eleições de 2022. No levantamento, o ex-presidente Lula aparece com 52% dos votos válidos contra 34% de Jair Bolsonaro, que permanece em segundo lugar. Portanto, segundo a sondagem, o petista pode chegar a vencer a corrida eleitoral no primeiro turno.

Frente a isso, o chamado “mercado financeiro”, termo utilizado para esconder o fato de que se trata da burguesia do capital financeiro, mais ligada ao imperialismo; indicou instabilidade. Segundo artigo do G1, da Globo:

“Empresários e nomes do mercado financeiro temem que uma eventual vitória de Lula no 1º turno dificulte as negociações com o petista […] em temas como a manutenção de regras fiscais.”

Antes de qualquer coisa, é preciso olhar as pesquisas eleitorais da imprensa burguesa com grande desconfiança. Em geral, representam aquilo que a burguesia quer que a esquerda enxergue e, no caso da campanha de Lula, é justamente sua vantagem. Afinal, com o ex-presidente na frente, criou-se o clima do “já ganhou”, política confusa defendida principalmente pela direção do PT que serve para acabar com qualquer tipo de campanha popular de Lula.

Decerto que a campanha de Lula e, principalmente, o próprio Lula, é muito mais popular do que Bolsonaro. A história não deixa dúvidas em relação a isso. O ponto é que, sem uma verdadeira mobilização popular, as eleições ficam inteiramente nas mãos da burguesia que pretende orquestrá-las conforme os seus interesses. A própria eleição de Bolsonaro, por exemplo, demonstra isso: Lula foi preso em um processo completamente fraudulento para que Bolsonaro levasse a vitória.

De qualquer forma, é preciso destacar, acima disso, a reação do “mercado” aos números divulgados pelo Ipec. Sua popularidade e a possibilidade de uma vitória no primeiro turno assustam os capitalistas, pois, com isso, Lula se fortaleceria inevitavelmente à esquerda. Ou seja, teria uma moral muito maior para levar adiante um eventual governo cada vez mais progressista, mais ligado aos trabalhadores.

Frente a essa possibilidade, os capitalistas já dão sinais de que se preocupam, principalmente, em controlar a situação, algo que, caso Lula seja eleito, deve se dar por meio da manipulação interna de seu governo. Durante a corrida eleitoral, já vemos isso acontecer com a inclusão de figuras como Alckmin, Márcio França e Henrique Meirelles em sua campanha. Finalmente, existe um planejamento de pressionar a candidatura de Lula para que esta vá, cada vez mais, para a direita e sirva aos interesses do capitalismo, e não dos trabalhadores.

Uma vitória mais franca, por parte de Lula, é, portanto, o que os capitalistas querem caso sua eleição se concretize. Dessa forma, podem fabricar a imagem de que, para governar, Lula precisa se apoiar na direita, no chamado “centrão” já que, nas ruas, não teria força o suficiente para garantir a implementação de sua política de esquerda uma vez empossado.

Todavia, é sabido que isso é uma farsa. Lula, sendo a figura mais popular do Brasil, possui o poder de mobilizar um número espetacular de pessoas em torno de sua candidatura. Logo, seu eventual governo não precisa depender da burguesia, pois já teria todo o apoio que precisa do povo. O problema é que, até o momento, Lula, e o PT, não mobilizaram os trabalhadores brasileiros rumo à sua eleição. Permanecem, ao invés disso, escondidos, fazendo alianças por figuras reacionárias da política nacional.

É um quadro que precisa mudar imediatamente para que Lula seja eleito sobre a mobilização popular e, portanto, governe conforme os interesses dos trabalhadores, e não dos patrões. Nesse sentido, a campanha de Lula não deve apenas preocupar o “mercado”, mas sim, promover uma verdadeira hecatombe nos capitalistas que, vencidos pelo povo, não terão nenhuma saída senão atender às reivindicações da classe operária.

Para tal, na reta final das eleições de 2022, a campanha de Lula deve seguir o exemplo do Partido da Causa Operária (PCO) e, de maneira permanente, ocupar as ruas em uma ampla atividade de agitação constante que deve tomar os quatro cantos do País. É assim que se mobiliza o povo, é assim que se vence uma eleição da maneira mais progressista possível.

Ademais, Lula deve fincar o pé nas reivindicações que já defende, como é o caso do fim das privatizações, da relação do Brasil com países oprimidos como a Venezuela, Cuba e a Nicarágua e do desenvolvimento do País com base em sua soberania. Deve, também, adotar de maneira firme as demais reivindicações dos trabalhadores como o fim das reformas de Temer, a redução da jornada de trabalho e o fim do teto de gastos. São pontos essenciais para colocar sua candidatura cada vez mais à esquerda e, com isso, fazer a burguesia tremer com uma gigantesca mobilização popular.

No final, independente de qualquer coisa, um eventual governo Lula, apesar de toda a direitização que sua campanha sofre, será profundamente contraditório. Apesar de suas alianças com figuras que defendem o neoliberalismo, estaria Lula disposto a fazer a política do neoliberalismo? Acima disso, deixaram, as massas, que Lula fizesse isso? Decerto que não, decerto que abrir-se-ia uma grave crise no centro da administração de Lula, crise que só pode ser resolvida por meio do conflito inevitável entre a burguesia e a classe operária.

Finalmente, é justamente esse o papel de Lula. Sua candidatura, fruto da polarização política no Brasil, deve levar essa situação cada vez mais próximo do limite e conscientizar a classe operária na luta, principalmente, contra o imperialismo. Nesse processo, o povo aprenderá muito e, mais importante, entenderá, por meio da experiência prática, que somente um governo dos trabalhadores pode levar a cabo as suas necessidades fundamentais.


COTV

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