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Eleições

Burguesia começa a manipular pesquisas contra Lula

Burguesia se utiliza de pesquisa eleitoral para manipular e confunir a campanha por Lula Presidente


Entra eleição, sai eleição, e as pesquisas de intenção de votos ocupam boa parte das discussões da esquerda, da imprensa burguesa e também da progressista. Gastam-se horas e horas de debates e ninguém faz a pergunta de um milhão: “Quem controla esses institutos?”. Questionar a idoneidade dessas empresas de pesquisa chega ser quase um crime, um pecado comparável somente ao de negar a Ciência ou duvidar da inviolabilidade das urnas eletrônicas.

É a burguesia que controla as empresas de pesquisa e é a grande imprensa que divulga os dados. Ou seja, é manipulação de ponta a ponta. Eventualmente os dados podem estar corretos, nunca se sabe, mas a forma como são veiculados alteram também seu sentido. O humor da esquerda é regido pela divulgação dos índices: euforia quando seu candidato vai bem e depressão quando perde pontos. Em outras palavras, boa parte da esquerda é refém das pesquisas e não tem uma política independente, uma estratégia classista, de como se comportar nas eleições.

Apesar de não faltarem exemplos de que não se deve confiar em pesquisas, os maníacos por votos continuam caindo sempre nos mesmos truques. Quando Luiza Erundina foi eleita prefeita de São Paulo, sempre esteve atrás nas pesquisas. Eis que, como num passe de mágicas, venceu. As desculpas esfarrapadas, à época, davam conta de que Erundina teria subido muito rápido na última semana e a divulgação dos dados mostraria uma distorção nas curvas de tendências, por isso não se divulgou. Acredita quem quer. Em 2012, Fernando Haddad também sempre esteve atrás nas pesquisas, mesmo assim foi para segundo turno e venceu para a prefeitura de São Paulo. Estranha ‘coincidência’.

Vencer no primeiro turno

As eleições nem começaram e a divulgação das pesquisas ‘mostram’ que Lula poderia vencer já no primeiro turno. Bastou essa hipótese e iniciou-se um grande correria. Comentaristas da imprensa independente fizeram uma intensa campanha de que seria crucial vencer Bolsonaro, o demônio, logo de cara, sem correr o risco de levar a decisão para o segundo turno. O nome de Geraldo Alckmin apareceu na imprensa corporativa e a ideia foi imediatamente abraçada. Era justamente o componente que faltava para liquidar a fatura, ainda que o tucano tenha sido um fiasco nas eleições de 2018.

A burguesia é quem dá o tom da campanha, a esquerda obedece. Estão vendendo ilusões porque tem quem as compre. Não se sabe ainda se Lula poderá realmente participar das eleições. Em um país no qual o principal candidato a uma eleição é preso, ainda na segunda instância, sem uma única prova, é bom esperar qualquer coisa, pois tudo pode acontecer.

A dança dos números

É claro que as pesquisas não servem apenas para manipular a esquerda, serve também para a direita. Por exemplo, se a burguesia quiser transferir votos de Bolsonaro para um outro candidato, basta deixá-lo atrás nas pesquisas, isso transferirá votos do eleitorado e também justificará acordos eleitorais que vão se formando em torno de candidaturas.

Neste domingo (27/02), a revista Veja divulgou uma matéria com o título “Pesquisas recentes colocam em xeque o grande sonho de Lula”, na qual dá conta de que “As mais recentes pesquisas eleitorais trouxeram uma sinalização ruim para quem achava que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia liquidar a eleição presidencial ainda no primeiro turno”. A matéria começa a lançar diversos índices, alguns apontam a recuperação de Bolsonaro, queda da taxa de rejeição, aumento do otimismo do brasileiro. Tudo isso para justificar que a diferença entre Lula e Bolsonaro teria diminuído de 17,2 para 14,2 pontos percentuais.

Campanha classista

Em vez de ficar à mercê do que dita a burguesia, a candidatura Lula deveria focar seus esforços para trazer a classe trabalhadora para a campanha. Deveria radicalizar ainda mais em vez de ficar tentando acordos com a direita. Esses acordos feitos por cima têm produzido um desgaste, muitos militantes estão incomodados com a possível presença de Geraldo Alckmin como vice. O professorado, por exemplo, uma categoria das mais importantes, já sofreu muito nas mãos de Alckmin e do PSDB e não vê com bons olhos o tucano. Sem falar dos envolvimentos com a máfia da merenda e do massacre do Pinheirinho. Com um vice de esquerda, seguramente a militância seria mais aguerrida.

O foco tem que ser dado nos comitês pró-Lula. E, mais do que isso, com uma eventual vitória, esses comitês devem continuar mobilizados para dar alguma garantia de governabilidade para Lula. É ingenuidade acreditar que existam golpistas arrependidos. A verdadeira força da esquerda está nas ruas, na classe trabalhadora, não em seus carrascos.

A esquerda tem que se preparar para a guerra, fazer a campanha não baseada em pesquisas, mas na intensa mobilização dos trabalhadores, que é a única força capaz de derrotar o golpe que foi dado neste País em 2916.


COTV

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