O lucro do segundo maior banco privado do Brasil, o Bradesco, chegou ao extraordinário montante de R$16,5 bilhões de reais em 2020. Em 2021, a instituição financeira poderá ultrapassar o gigantesco montante de R$25 bilhões, cujo balanço poderá ser publicado na imprensa nacional nos próximos dias ou no início de fevereiro de 2022.
Em contraposição a todo esse lucro bilionário, o Bradesco jogou no olho da rua cerca de 10 mil bancários em plena pandemia da COVID-19.
Desde 2020, uma grande quantidade de trabalhadores ingressou na Justiça Trabalhista pleiteando reintegrações.
O caso mais trágico tem sido o de um grupo de 24 funcionários, de Bauru e região, que ganharam, respaldado na decisão judicial, através de ação civil pública no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas. Na decisão do Tribunal, que decidiu pela reintegração imediata de todos os demitidos em caráter liminar, inclusive atribuindo multa diária de R$50 mil reais dia, nada está sendo cumprido. A afronta é gritante. O Bradesco vem sabotando os trabalhadores e desrespeitando o Poder Judiciário, medida comum entre os banqueiros, que sempre desrespeitaram as decisões judiciais, com o objetivo, é claro, de prejudicar os trabalhadores e, passam, inclusive, por cima da Ação Civil Pública invocado pela Constituição Federal (Artigos Primeiro e Quinto – Direito à vida e Dignidade Humana) sem falar nas normas da OMS – Organização Mundial da Saúde.
Antes da pandemia, o funcionalismo já enfrentava problemas crônicos com adoecimentos com LER/DORT e problemas psicológicos, com as pressões por sobrecarga de trabalho, etc., que se agravou através da reestruturação pela qual passa o banco, com o fechamento de centenas de agências e postos de serviços, descomissinamentos e demissão em massa de trabalhadores.
Os banqueiros nunca lucraram tanto, como estão na atual conjuntura, inclusive de pandemia. Enquanto a maioria dos setores da economia sofrem com a crise capitalista em período de COVID-19, os banqueiros estão fazendo a festa com a miséria da população.
É preciso organizar encontros nacionais presenciais e massivos da categoria bancária, os problemas dos bancários do Bradesco são os mesmo que passam os demais trabalhadores bancários, tanto dos bancos privados, quanto dos públicos, e encaminhar, com urgência um plano de lutas e por abaixo todos esses abusos.
É preciso colocar na ordem do dia a completa estatização de todo sistema financeiro nacional como medida para impedir o desmonte do País pelos banqueiros.





