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"Ajuda" imperialista

Bancos dos EUA lucram financiandos mineradoras no Brasil

Imperialismo ataca "gestão" da Amazônia, mas se cala diante de seus bancos que lucram e financiam os monopólios da mineração


Recentemente, Sônia Guajajara foi aos Estados Unidos da América, berço do imperialismo, se encontrar com um secretário de estado de Joe Biden para pedir que interviessem na Amazônia, pois os brasileiros não saberiam gerir seu próprio território.

Enquanto o presidente dos EUA cobra pela preservação do nosso meio ambiente, os bancos norte-americanos investiram 14,8 bilhões de dólares em mineradoras na Amazônia brasileira por meio de nove gigantes empresas do setor de mineração – todas estadunidenses ou de países também imperialistas, como da Europa ocidental.

Os dados levantados pelo relatório “Cumplicidade na Destruição” mostram como os bancos com sede nos EUA são os principais financiadores das mineradoras que impactam diretamente em terras indígenas da nossa floresta. Com essas informações em mãos, facilita a compreensão do interesse que os capitalistas yankees têm na Amazônia. Um sistema baseado no lucro em cima do lucro não abriria mão de uma verdadeira mina de ouro como a floresta brasileira e, para isso, “Sônias Guajajaras” são tudo o que precisava.

Por meio de ONGs financiadas com recurso imperialista e uma crença de que há diálogo com a burguesia nacional e internacional, a esquerda eleitoreira comemora notas que as mineradoras emitem em nome do “desenvolvimento sustentável”. Enquanto prometeram com uma mão que retirariam todos os pedidos minerários em terras indígenas, os dados da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil) e da ANM (Agência Nacional de Mineração) mostram que, com a outra mão, as mesmas grandes empresas que defendem um mundo mais sustentável possuem mais de 2.600 requerimentos ativos com sobreposições e interferências diretas em 214 terras indígenas na Amazônia.

A crença no combate ao sistema de exploração por meio do diálogo com o imperialismo deixou outro herdeiro: o PL 191/2020. Este Projeto de Lei, que atualmente tramita no Congresso, busca abrir as terras indígenas para a mineração industrial e o garimpo. Em suma, caso seja aprovada, 160.000 quilômetros quadrados da floresta amazônica nacional serão perdidos para essas atividades em nome do lucro. Vale destacar que, se depender da forma como as ONGs “lutam” pela preservação, o PL será aprovado e uma área maior que todo o território da Inglaterra será cedido para as empresas estrangeiras – de onde sai o valor que as sustenta.

Dentre os povos que perderiam totalmente seu território, estão os Kayapó, Waimiri Atroari, Munduruku, Mura e Parakanã. Cinco áreas requisitadas pelos parasitas do nosso solo estão em áreas indígenas da etnia Apiaká, o que, por algum motivo, não chama a atenção de Sônia Guajajara. A luta contra as hidrelétricas parece mais promissora para a ativista brasileira reconhecida pela revista Times do que a defesa dos povos originais das terras que habitam.

Segundo o mesmo relatório, a mineração causou um aumento de 62% no desmatamento entre 2018 e 2021, além de provocar até 28% dos gases de efeito estufa lançados globalmente. Não há diálogo com os exploradores imperialistas acerca do território nacional. Ir ao solo estadunidense pedir que intervenham na Amazônia é um grave ataque à soberania nacional e ao meio ambiente que dizem tanto defender.

Para Sônia Guajajara e Joe Biden, o discurso de preservação ambiental no dos outros é refresco.


COTV

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