A imprensa burguesa divulgou a mais recente pesquisa sobre a violência contra as mulheres. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), uma ONG fundada em 2006 que se auto intitula apartidária e sem fins lucrativos, “se dedica a construir um ambiente de referência e cooperação técnica na área da segurança pública”. É uma instituição patrocinada pela Fundação Ford, Open Society Foundation e Tinker Foundation, todas de origem estadunidense, além de outras não citados. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no primeiro semestre de 2022, 699 mulheres foram mortas por serem mulheres, contabilizando uma média de 4 mulheres por dia, alarmando o país de que apesar de a taxa de homicídios ter diminuído, o assassinato das mulheres tem aumentado.
O PCO sempre recebeu denúncias de camaradas e simpatizantes da violência escancarada contra mulheres e meninas, independente de localidade, classe social, escolaridade, mas de situação crítica nos confins do mundo, onde a miséria predomina e a violência virou regra para a sobrevivência. Num mundo onde é comum meninas de 10, 11 anos engravidarem, sem ter acesso à nenhuma informação ou orientação do próprio corpo, correndo risco de vida ao levar adiante a gravidez, pois para as pessoas de extrema vulnerabilidade o acesso ao aborto seguro é uma coisa inalcançável, muito menos em clínicas particulares onde a classe média tem acesso. Também tem havido denúncias de violência contra as mulheres indígenas, principalmente na zona de conflito com os latifundiários, como é o caso de Mato Grosso do Sul.
O INESC (Instituto de Estudos Socioeconômicos), este também uma ONG com o apoio institucional de Fundação Ford, Open Society Foundation e outros, faz a sua denúncia de outro ponto de vista: o corte de verba do governo federal para os órgãos de proteção às mulheres. Denuncia que o orçamento total de programas de proteção à mulher do governo federal autorizado foi de R$44,6 milhões, sendo que até julho de 2022 foi repassado somente R$18 milhões. E outros números igualmente alarmantes.
É evidente que o Estado não tem nenhum interesse em ajudar a mulher em vulnerabilidade social. Ou seja, isso não passa de uma forma para manter a mulher sob a dominação da burguesia, sem direito a seu corpo, sob violência cotidiana, esmagada. O Estado burguês e as ONGs imperialistas não têm nenhum interesse em ajudar as pessoas, independente do sexo, religião, origem étnica etc. Mais um jogo sujo da burguesia para iludir o povo com a ajuda do dinheiro do imperialismo.
Nesse sentido, as mulheres devem se organizar de maneira independente e garantir a sua segurança por meio de comitês de autodefesa.


