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Flora Silva

Freixo, Boulos, Djamila

A “esquerda” veste Prada

O ano mal começou e as sujeiras tradicionais em ano de eleição começaram a todo vapor. Desta vez as calúnias dos bate-paus da Polícia Federal miraram no PCO.


O Diário do Centro do Mundo (DCM) abriu o ano com uma série de calúnias contra o PCO e ataques baixos contra o companheiro Rui Costa Pimenta, a primeira e única voz no meio da esquerda a defender, já no início de 2021, a necessidade da união em torno da candidatura Lula. 

Depois, as calúnias se espalharam contra outros membros das direções do partido e contra filiados e prestadores de serviço.

Com as “denúncias” contra o PCO, estão tentando limpar o terreno atacando aqueles que defendem o apoio a Lula como instrumento de luta contra Bolsonaro. O próximo alvo, com certeza, será o próprio PT. Na política burguesa, estão acostumados com o ditado “sopa quente se come pela beirada”.

O DCM, claramente a serviço do PSOL e do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IRRE), de Walfrido Warde, levanta acusações absurdas contra o PCO e particularmente contra o companheiro Rui Costa Pimenta ao melhor estilo Lava Jato: nenhuma prova e muito interesse em difamar os adversários políticos em ano de eleição. Numa operação casada, Boulos e cia. divulgam as “denúncias” que eles mesmos encomendaram.

As denúncias basicamente expõem a falta de dinheiro do PCO e de seus apoiadores. 

Estes elementos estão acostumados à verdadeira torneira de dinheiro público e privado despejada em suas campanhas durante as eleições. Obviamente, a eles não faltam recursos. 

Saem das campanhas eleitorais com a vida financeira melhor do que quando começaram. Na tabela abaixo, é possível verificar a diferença entre os valores de Fundo Eleitoral recebido pelo PCO e os partidos do Congresso Nacional. 

Enquanto o PCO só recebe cerca de 1,2 milhão somente nas campanhas eleitorais, o PSOL recebe, no mesmo ano eleitoral, 69 milhões. Com estes milhões, somados ao apoio da Rede Globo, da Folha de S.Paulo e do IREE, podem se apresentar como os riquinhos do baixo clero dos partidos. Também neste caso, vale a máxima do “Pega ladrão” — o ladrão grita ao público para desviar a atenção de si mesmo.

No Brasil, como em todo o mundo, pagos com dinheiro do imperialismo, está em moda o esquerdistinha rico. Eles são elogiados pelos meios de comunicação imperialistas, fazem campanhas eleitorais com aparência de marqueteiro profissional e, como o DCM mostrou, acham que a falta de dinheiro e os problemas financeiros são uma condenação moral absoluta. Ainda bem que não são governo. Com eles, muito provavelmente, o tratado com a proibição da prisão por dívida seria rechaçado no Brasil.

Este novo tipo de “esquerda”, movida principalmente a financiamento político do estrangeiro, apoiou a Lava Jato e reproduziu, como reproduz agora, a podridão de calúnias que só irão aumentar até a próxima eleição.

A “esquerda rica” é uma contradição em termos e, no Brasil, é uma coisa verdadeiramente bizarra. 

No Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, ex-cacique do PSOL, recebeu mais de 300 mil votos na última eleição, só foi menos votado do que o candidato do PSL. Obviamente, fez uma campanha burguesa, com amplo financiamento empresarial e muito apoio da Globo, sem falar do apoio dos capitalistas que estão invadindo os morros do Rio de Janeiro para abertura de hotéis de luxo, mercado que cresceu muito depois da UPP’s (Unidade de Polícia Pacificadora), política apoiada por Freixo. No sistema eleitoral corrupto e clientelista, particularmente no Rio de Janeiro, ninguém acredita que uma votação similar à do PSL seria em função dos “belos” discursos do candidato….

Aliás, Marcelo Freixo foi super notícia nos últimos meses com as declarações bizarras que expõem em que faixa da sociedade circulam e qual a ideologia destes novos “ricos” da “esquerda”.

Primeiro em uma discussão digna do Brasil em ano de eleição, os opositores de Freixo no Rio de Janeiro criticaram as imagens, tornadas públicas por ele e sua esposa, de suas estadias no Hotel Copacabana Palace, cujas diárias custam em média 2 mil reais em dias comuns. 

No meio dos “novos” ricos é sinal de status e prestígio. A grande burguesia há muito já percebeu que, no Brasil, os conflitos sociais são muito intensos e não pega bem além de trazer muitos problemas a ostentação.  Eles abandonaram o Rio de Janeiro e preferem o anonimato no conforto da Europa e Estados Unidos.

Como as críticas correram o País nas redes sociais, a esposa de Marcelo Freixo, uma globalzinha, bem zinha, identitária, veio defender o marido com a seguinte declaração (nestes casos pode defender o marido):

Primeiro, convém chamar a atenção para a arrogância da resposta “Mulheres trabalham, são independentes e levam o marido pra onde quiser”. Só se for num Brasil que não conhecemos. No Brasil do Leblon, nem as mulheres que trabalham, “levando o marido para onde quiser”.  A declaração poderia muito bem estar na boca de um homem falando da sua esposa “troféu”, “levo pra onde eu quiser”. No entanto, no caso das mulheres não é verdade e no caso em tela muito menos. Não por acaso, o suposto “marido troféu” segundo mais votado no Estado, quando viu o tamanho do problema, não pensou duas vezes em colocar à frente a identitária, afinal de contas, quer coisa mais usada hoje em dia que ter como fachada uma mulher?

Longe da hipocrisia de que se trata de “marido troféu”, “que nasceu em São Gonçalo”, novamente a “questão da mulher” é usada como cobertura para justificar todo tipo de estelionato eleitoral.

Também não é segredo pra ninguém o patrocínio de grandes meios de comunicação ao candidato Boulos. É uma propaganda que causa vergonha alheia, pois os jornalistas super desconfortáveis, usam qualquer brecha ou nenhuma brecha para elogiar o candidato de “esquerda”, cumprindo a pauta quem vem de cima, pauta esta que a maior parte dos âncoras sequer entende.

As identitárias são cada vez mais Prada, Vogue etc. A esposa de Marcelo Freixo é visita frequente nesse meio, junto com a “filósofa” da Globo, Djamila Ribeiro, a “miss” negra. Acreditem se quiser, mas as identitárias, tal como as mais burrinhas mulheres da burguesia dão extrema importância à aparência. Djamila não cansa de divulgar sua beleza, sendo motivo de discussões cômicas nas redes sociais e de grande apoio da população masculina conservadora, afinal de contas, como diria Michel Temer “bela, recatada e do lar”.

A defesa e a propaganda da família é outro ponto de união ideológica destes novos ricos da “esquerda”. 

São todos super família na Vogue, Prada, Folha de S.Paulo como se os grandes problemas do país fossem o jantar em família, a educação do herdeiro, a decoração com paleta de cores naturais e outras bobagens que lembram as socialites ridículas de outros tempos.

Os novos ricos de “esquerda” são uma réplica cômica dos hábitos da burguesia, com a diferença de que a burguesia realmente controla a política e através de seus movimentos podemos ver o medo e a insegurança diante das forças populares, realidade totalmente ausente na histeria, na futilidade e na burrice da esquerda pequeno burguesa.

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