Esta semana o Tribunal Superior Eleitoral tomou 2 decisões importantes, uma delas foi a de não cassar a chapa Bolsonaro/Mourão, apesar de usar a própria eleição de 2018 para estabelecer a jurisprudência do “uso indevido de meios de comunicação”. O outro caso foi o da cassação dos votos do deputado estadual Francischini, do PSL, o mais votado do paraná, derrubando com ele mais 3 deputados, o motivo dessa vez foram as “fake news” acerca das fraudes nas urnas. O TSE já indica a sua política, em 2022 se for necessário irá impor a ditadura.
O TSE tem um longo histórico de sabotar as candidaturas dos inimigos da burguesia, as leis eleitorais mudam todos os anos dificultando cada vez mais a eleição dos partidos de esquerda. Na atual situação de polarização política a extrema direita cresceu vertiginosamente no congresso mas nenhum dos partidos que se declaram de extrema esquerda possuem sequer 1 parlamentar, coincidentemente esses partidos não tem tempo de TV, tem um orçamento diminuto e diversos outros empecilhos impostos pela justiça durante as eleições
O tribunal sabotador eleitoral também protagonizou uma das maiores fraudes eleitorais da história do Brasil, em 2018 o candidato mais popular, com as pesquisas indicando possível vitória no 1 turno, foi impedido de participar ilegalmente das eleições. Foi um golpe dentro do golpe de 2016, que colocou o fascista Bolsonaro no governo, o próprio presidente fascista agradeceu o ministro Barroso após as eleições, apesar deles aparecerem como rivais nos últimos tempos. O mesmo ministro, presidente do TSE, em um áudio vazado afirmou que “eleição em Roraima não se vence, se toma”, escancarando sua visão para as eleições no Brasil.
O caso do deputado do Paraná já é um aprofundamento da ditadura, o judiciário derrubou 4 deputados com uma canetada, nem mesmo o partido dos deputados se preservou, é um atentado a própria democracia burguesa, o TSE age como uma corte da monarquia absolutista, com a diferença de que ela não serve ao rei mas sim ao imperialismo. E isso ficará ainda mais escancarado no próximo ano visto que Barroso sairá da presidência para assumir um homem do próprio PSDB, principal partido do imperialismo no Brasil, Alexandre de Moraes.
O secretário fascista de segurança do governo Alckmin foi indicado pelo golpista Temer ao STF em 2017, apoiou a eleição de Bolsonaro e a partir do início de 2021 começou a perseguir alguns peixes pequenos do bolsonarismo. Daniel Silveira, Roberto Jefferson, Sergio Reis e agora os deputados do Paraná, todos esses por crimes de opinião, abrindo um enorme precedente para a repressão a esquerda. Por sua vez quando teve a oportunidade de perseguir o próprio Bolsonaro essa semana ele não o fez, mostrando que o anti-bolsonarismo do TSE é uma farsa completa.
O jogo já está armado, um dos principais agentes do imperialismo no Brasil será o presidente do tribunal que exerce um enorme controle sobre as eleições mais polarizadas das últimas décadas. O PSDB já mostrou que está disposto a apoiar o bolsonarismo caso seja necessário, o mesmo não pode ser dito sobre Lula. Em 2018 com 2 anos de golpe o tribunal fraudou descaradamente as eleições, agora após 6 anos de aprofundamento do regime golpista não devemos repetir nossos erros.





