De mãos dadas

PSDB “antibolsonarista” defende as privatizações de Bolsonaro

Apoio à entrega da ECT é um exemplo de porque os tucanos são aliados do governo genocida de Bolsonaro e não devem ser aceitos no interior do movimento de luta dos trabalhadores

Na quarta (dia 7), o governo golpista de Jair Bolsonaro, através do seu secretário especial de Desestatização, Desenvolvimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, anunciou para imprensa golpista que os Correios será 100% vendido aos tubarões capitalista do mercado postal.

Segundo os planos golpista do Ministério da Economia, a venda será feita em março do ano de 2022, através de leilão na bolsa de valores. O governo golpista de Jair Bolsonaro confia tanto nos deputados e senadores golpistas do país, que já marcou o leilão antes mesmo do projeto de lei 591/21 que autoriza a privatização da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) ser aprovada no Congresso Nacional. 

Como em todo processo de privatização no Brasil, que teve a sua maior parcela realizado no famigerado governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), as empresas capitalistas compram a maioria dos deputados, senadores e governo para que esses façam aquilo que adoram fazer: entregar o patrimônio do povo brasileiro a preço de banana aos parasitas capitalistas do Brasil e do Mundo. E a imprensa capitalista, que no Brasil é liderada pela Rede Globo faz a propaganda de que entregar essas empresas super lucrativas do povo para esses capitalistas é o melhor negócio do mundo.

Nesse momento, toda a empresa golpista no país ( globo, Veja, Istoé, folha de SP, Estadão, etc) estão divulgando com ar de festa o anúncio do governo golpista de vender, ou na verdade entregar 100% dos Correios para o mercado privado, uma empresa que mesmo em meio a pandemia, lucrou 1, 5 bilhões de reais.

Esse aspecto importante da política econômica do Bolsonaro não tem contradição nenhuma com a burguesia e o seu principal partido no País, há mais de três décadas, PSDB. Quando o governo Bolsonaro resolve privatizar e entrega o patrimônio do povo, sabe que pode contar com o “amigo de fé, irmão camarada”, o  PSDB, que nunca lhe faltou nas horas decisivas, que esteve à frente da aprovação da “reforma” da Previdência para destruir a aposentadoria dos trabalhadores, que aplaudiu quando Guedes anunciou que ia acabar com o auxílio emergencial de janeiro a março deste ano e quando o governo propôs que o dinheiro dos impostos continuasse a ser distribuído para o “bolsa banqueiro”, deixando para o auxilio ao povo que está morrendo de fome, míseros R$250, em média, por família.

Por essas e por outras é o que o PSDB, não tem o que reclamar do governo e deseja – de fato – mantê-lo, não tendo assinado nenhum dos mais de 120 pedidos de impeachment do presidente e quando o governo vacila, age lentamente na questão da privatização e de outros ataques ao povo, o PSDB pressiona, lembrando que seu governo privatizou 50 vezes mais; entregou empresas muitos maiores (como a Vale, “vendida” por FHC por um milésimo de suas riquezas naturais) e deu muito mais alegrias aos banqueiros e especuladores internacionais, para os quais os tucanos e os “nacionalistas” de araque do “partido militar” trabalham “arduamente”.

Como acontece com a maioria do povo brasileiro, os trabalhadores dos Correios estão a cada ano perdendo seus direitos e benefícios, através de campanhas salariais derrotadas, o que vem acelerando o processo de destruição da empresa visando a sua privatização.

O número de funcionários concursados na ECT, por exemplo, que já chegou a ser de 128 mil, hoje não passa de 95 mil, uma redução de mais de 30 mil trabalhadores, que foram demitidos pela direção golpista , através dos famigerados PDI (pedido de demissão incentivada); uma “criação” do PSDB que usou e abusou desse artifício para promover a destruição e privatização de empresas públicas, no Brasil e nos governos estaduais.

O movimento sindical dos trabalhadores dos Correios, mesmo em meio à declaração de morte da categoria pelo governo Bolsonaro, não se mexe, a maioria dos sindicatos dessa categoria, durante os mais de 15 meses de pandemia, se manteve fechado, enquanto os trabalhadores estão o tempo todo na rua, trabalhando e morrendo pela Covid19.

No momento de fazer os trabalhadores se mobilizarem ao máximo para lutar contra a privatização e todos os ataques, os sindicalistas dos correios, extinguiram os Congressos, Plenárias e todos os fóruns da categoria, e se iludem que vão impedir a privatização da empresa, com visitas a deputados no Congresso, vídeos e debates na internet e a agitação enganosa de carreatas pelas cidades.

Seguindo a orientação de setores da esquerda que defendem o PSDB como um suposto aliado na luta contra Bolsonaro, muitos sindicalistas dos Correios, como os do PCdoB – que dirigem os maiores sindicatos da categoria: de SP e RJ – estão mais preocupados em trazer e defender o PSDB – aliado de Bolsonaro na privatização dos Correios – nos atos do que em mobilizar os trabalhadores da ECT contra a privatização. Isso explica que eles assinem notas de solidariedade ao partido que é maior defensor da entrega da ECT e inimigos dos trabalhadores, junto com outros pelegos, e não convoquem os  combativos carteiros e demais ecetistas para ocuparem as ruas derrubarem Bolsonaro e toda a direita. Seguem, inclusive, defendendo a frente ampla com os tucanos e outros golpistas, querendo entregar o pescoço dos trabalhadores para degola. Tudo isso de casa, de pijama, já que se recusam há mais de um ano a realizar qualquer mobilização real e mantém-se em “Home office”, jogando video game, enquanto centenas de trabalhadores dos correios morreram na pandemia (incluindo dirigentes sindicais) e dezenas de milhares estão ameaçados de perderem seu empregos na privatização.

É preciso denunciar a politica criminosa de Bolsonaro, dos tocando, de toda a direita e dos que tentam encobrir essa dura realidade. Em oposição ã política de colaboração com os algozes do povo brasileiro, organizar os trabalhadores pela base, com comitês de luta contra a privatização dos Correios em todas as unidades da empresa;

Convocar plenárias para envolver todos os trabalhadores dos Correios na luta contra a privatização. Exigir da Fentec/CUT e dos Sindicatos combativos a realização de um Congresso Nacional dos trabalhadores dos Correios para debater um plano de luta nos Correios e fora dele e assim desenvolver uma campanha nacional contra esse roubo que é a venda da ECT.

Os trabalhadores dos Correios, e todo o ativismo classista, precisa se juntar ao Bloco Vermelho, na luta por ampliar a mobilização no próximo dia 24. É necessária também  uma greve nacional da categoria dos Correios, com outras categorias de estatais que estão sendo ameaçadas, visando lutar contra todas as privatizações no país, colocando inclusive a necessidade de ocupação dos prédios das empresas estatais para impedir o roubo que o governo golpista quer promover contra o povo brasileiro.

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