A partir hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dá início a uma caravana pelos estados da região Nordeste.
Lula aparece em primeiro colocado em todas as pesquisas de intenção de voto. No geral, o petista conta com mais de 45% das preferências dos eleitores, bem à frente dos seus possíveis concorrentes Jair Bolsonaro (ex-PSL, sem partido), João Doria (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Mandetta (DEM), Eduardo Leite (PSDB). As pesquisas sobre o segundo também apontam a vitória de Lula contra todos os adversários.
No decorrer de onze dias, Lula e sua equipe percorrerão os Estados de Pernambuco, Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia. Está incluso na programação encontros com governadores, deputados, movimentos populares e sindicatos.
A última caravana de Lula aconteceu em 2018 pelos três estados da região Sul.Esta é a primeira vez que o ex-presidente realiza uma caravana após os 580 dias de prisão política nas masmorras da Polícia Federal em Curitiba. A Operação Lava Jato foi a responsável por sua prisão e, para isso, contou com a participação de 13 agentes do FBI.
O Estado natal de Lula, Pernambuco, é o ponto de partida da caravana. No domingo (15), ele tem encontro marcado com o governador Paulo Câmara (PSB). No dia seguinte, estão previstas atividades com movimentos populares.
Entre terça (17) e quarta (18), Lula viajará até o Piauí e se encontrará com o governador Welington Dias (PT) e também receberá estudantes e trabalhadores beneficiados com os programas Fome Zero e Programa Universidade Para Todos (Prouni).
Ainda no dia 18, na reta final da viagem, Lula será recepcionado pelo governador do Maranhão Flávio Dino (ex-PCdoB, atual PSB). Na sexta-feira, (20), o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), participará de um encontro com o ex-presidente.
É fundamental que as atividades da caravana de Lula pelo Nordeste se transformem em atos políticos em prol da sua candidatura à presidência, contra qualquer manobra institucional que vise retirá-lo das eleições. Além disso, é preciso levantar um programa de reivindicações para as massas diante da crise e pela derrubada de Bolsonaro e de toda a direita.
O povo pobre e explorado deve reivindicar a imediata vacinação de todos, auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, fim das privatizações das estatais e da entrega das riquezas nacionais, revogação das “reformas” trabalhista, previdenciária e da lei das terceirizações, revogação do teto de gastos públicos.
A candidatura de Lula é uma arma para mobilizar a população trabalhadora. É preciso apresentar uma perspectiva de luta pelo poder político. A mobilização do povo em torno da candidatura de Lula e por um programa de reivindicações são as chaves para derrotar os golpistas. A burguesia brasileira o imperialismo têm muita consciência dos seus interesses e vetam a candidatura de Lula.
A mobilização de massas é a única forma de impedir as manobras políticas e institucionais que pretendem inviabilizar sua candidatura. Recentemente, um economista do Banco Santander defendeu que é preciso um golpe para impedir Lula de concorrer.





