Estamos todos à espera dos acontecimentos do dia 7 de Setembro. Temos atos marcados em todo o Brasil tanto pela esquerda, que há alguns meses tem estado nas ruas pelo Fora Bolsonaro, quanto pela direita, em defesa do governo, em uma clara ofensiva do fascismo. Essa ofensiva se apresentou na notícia de que os atos bolsonaristas teriam uma grande adesão dos membros das forças de repressão, sendo a principal destas a polícia militar, que é base de apoio do governo Bolsonaro.
Este fato é curioso, pois com isso se sacramenta uma polarização muito evidente na situação política nacional, onde no mesmo dia, teremos concomitantemente manifestações de esquerda pelo fim da PM, e manifestações da direita onde estarão propriamente os policiais.
Diante dessa realidade, vimos que setores da esquerda têm se acovardado diante da tarefa essencial do momento devido aos rumores sobre a presença das forças de repressão nas manifestações da direita, que é convocar o povo às ruas e confrontar a iniciativa fascistas do bolsonarismo.
As direções têm de ser firmes neste momento decisivo, e não devem ceder às provocações. A falta de um ímpeto de enfrentamento por parte da esquerda é preocupante, a defensiva é tanta que se ela não fosse pressionada a convocar suas bases às ruas, não estaria pondo em prática aquilo que ela mesma decidiu, já que com os atos do 18 a esquerda procurou abafar a ida às ruas em defesa dos servidores através de chamados ao dia 7 de Setembro, e agora que a data chegou, a convocação ou está paralisada, ou é muito precária.
Precisamos ter claro que deixar as ruas para o bolsonarismo no dia 7 é um grave erro, e uma tremenda capitulação que fortaleceria a investida fascista, demonstrando que a intimidação deu frutos, pois a esquerda, amedrontada pelas provocações, não saiu às ruas.
Um resultado desses certamente irá enterrar o movimento Fora Bolsonaro, desmoralizar as direções da esquerda diante das suas bases, e abrir caminho para a investida fascista da extrema direita. O povo, no entanto, está disposto a enfrentar os fascistas nas ruas, e por isso os atos devem ser impulsionados. A mobilização popular é a única força capaz de arrancar os fascistas das ruas e colocá-los em seu devido lugar.
Neste 7 de setembro, aproveitando que as polícias, principalmente a PM, declararam claramente que são fascistas, é preciso levantar em alto e bom som a palavra de ordem de “Fim da Polícia Militar”, órgão de repressão do povo.
No lugar das polícias, é preciso promover a criação de milícias populares e lutar ao mesmo tempo pelo direito ao armamento da população. Fora Bolsonaro e todos os golpistas, abaixo as forças e repressão de BolsoDoria e do PSDB!





