Com as recentes revelações do Diário Causa Operária sobre a empresa Positivo Tecnologia, que recentemente venceu a licitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a fabricação de urnas eletrônicas, foram demonstradas as relações entre a empresa que controlará o processo eleitoral com o partido Podemos, o mesmo partido do ex-juíz Sergio Moro e do ex-promotor Deltan Dallagnol.
A licitação rapidamente chamou atenção por toda as ligações que possui por de trás dos panos. “Coincidentemente” a empresa em questão é paranaense, local onde o principal setor da burguesia golpista e do imperialismo utilizou como base de todo golpe de Estado, principalmente da perseguição política ao ex-presidente Lula.
Da mesma região, veio Moro, Dallagnol e agora o grupo Positivo — atualmente todas ligadas ao Podemos, que vem se estruturando para se tornar o partido do candidato da terceira via para as eleições de 2022.
Essas ligações demonstram desde já que em torno das eleições forma-se uma grande fraude eleitoral. As urnas eletrônicas estão agora oficialmente nas mãos da terceira via, a opção número 1 da burguesia brasileira e do imperialismo, e agora tem como novamente como base de operação o que foi chamado de “República de Curitiba”.
Na chamada “República”, organizou-se a operação Lava Jato, a principal operação do imperialismo no golpe de Estado brasileiro. A operação centralizou de maneira ilegal os principais julgamentos do País em Curitiba, levando à frente uma brutal perseguição política aos opositores do imperialismo, sobretudo Lula e o PT. Nenhuma investigação contra Lula deveria sequer ter sido aberta em Curitiba, pois o petista não mora lá, nem a cidade tem a ver com qualquer um dos supostos “crimes”. No entanto, o fato de todos os julgamentos e até a prisão de Lula ser em Curitiba só reforça a importância da “República” para o golpe.
A Lava Jato tinha como objetivo liquidar o sistema político brasileiro, além de atacar a economia, quebrando as principais empresas nacionais, sendo elas estatais ou não.
Agora, no mesmo local da sede da Lava Jato, organiza-se um dos principais candidatos da terceira via, o ex-juiz Sergio Moro, em um partido com força na burguesia paranaense. Além disso, nas mãos da terceira via está a empresa Positivo que controlará as urnas eleitorais.
A Positivo, sediada no Paraná, foi fundada por Oriovisto Guimarães, hoje senador pelo Podemos. Ele é natural de São Paulo, porém fez carreira no estado do Paraná, tendo sido presidente do Grupo Positivo por 40 anos, até 2012.
No atual momento, a empresa é presidida por Hélio Bruck Rotenberg, considerado o braço direito do senador do Podemos. As ligações na “República de Curitiba” não param por ai. A mesma Positivo, enquanto presidida pelo senador do Podemos, teve como aluno de seu curso pré-vestibular Deltan Dallagnol, que foi premiado com um carro ao passar no vestibular.





