PDV

Volkswagen anuncia demissão em massa em todas as unidades

É necessário a deflagração da greve por tempo indeterminado com ocupação das instalações da fábrica até o atendimento das reivindicações dos operários

Há um mês o patronato da Volkswagen anunciou a necessidade de reduzir 35% do quadro efetivo de trabalhadores nas fábricas de quatro cidades (São Bernardo, São Carlos, São José dos Pinhais e Taubaté) devido aos efeitos da pandemia da COVID-19. Além das demissões também havia anunciado a redução de salários e Participação nos Lucros e Resultados (PLR), bem como vale-transporte, alimentação, plano médico, corte no adicional noturno, fim da estabilidade para acidentados, entre outros direitos.

A Volkswagen América Latina preparando o maior ataque já visto a estes metalúrgicos veio a público na semana passada e através das palavras do presidente da Volkswagem, Pablo Di Si, informou que espera concluir as negociações com os sindicatos dos metalúrgicos nas próximas semanas para a demissão de 35% do quadro da empresa em solo brasileiro, isso significará que 5 mil pais de famílias serão jogados no olho da rua com o único objetivo de manter os lucros de meia dúzia de capitalistas.

As declarações de Pablo Di Si vão fundo na hipocrisia: “Vamos dialogar. Será fácil? Claro que não. Mas, teremos uma conversa madura, profissional e transparente. Será uma negociação dura, mas precisamos defender os interesses da empresa.” (Valor Econômico 04/09/2020)

Nesse sentido a empresa quer impor o Plano de Demissão Voluntária (PDV) para convencer parcela dos trabalhadores de que tal situação em meio ao caos seria viável, falso. Em meio à tamanha crise capitalista em poucos meses os trabalhadores estarão falidos. A decisão fascista da Volkswagen tem o único objetivo de reduzir os custos da empresa e consequentemente aumentar a sua lucratividade, já que todo capitalista só tem um objetivo: lucro a todo o custo, nem que para isso sejam jogados na miséria milhares de trabalhadores e suas famílias.

Os trabalhadores, diante do crime patronal de condenar à fome milhares de trabalhadores, visto que a crise capitalista com o fascismo não tem nenhum plano, sequer para diminuir o desemprego no País, devem se mobilizar no sentido de evitar esta enorme crueldade.

Os trabalhadores através de suas organizações precisam organizar a mobilização imediatamente e chamar a greve da categoria com imediata ocupação das fábricas. Para exigir a única proposta séria contra o desemprego: a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário e escala móvel de horas de trabalho, ou seja, trabalhar menos, para que todos trabalhem; nenhuma demissão.

Essa luta em tal contexto político e econômico é o combate pela própria sobrevivência da classe trabalhadora. Ela não pode ser levada adiante por meio de um acordo com os patrões, muito menos contando com a benevolência do governo e do regime político burguês.

É preciso opor a essa política uma defesa dos empregos, que una os trabalhadores empregados aos desempregados, paralisando a produção e ocupando as fábricas contra o desemprego.

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