Futebol

Sem torcida e com pandemia, Paulistão entra na fase final

Jogos de futebol sem torcida é uma degeneração imposta pelos os capitalistas ao esporte mais popular do mundo.

Depois dos jogos do último final de semana, os duelos das quartas de finais do Paulistão foram definidos. Os quatro grandes times do Estado — São Paulo, Santos, Palmeiras e Corinthians — vão enfrentar os times do interior Ponte Preta, Santo André, Mirassol e Bragantino. Os confrontos serão: Santos x Ponte Preta, Palmeiras x Santo André, São Paulo x Mirassol, Bragantino x Corinthians.

A primeira fase das finais do Campeonato Paulista 2020 será composta por jogos de partidas únicas, entre os dias 29 e 30 de junho, respectivamente quarta e quinta feira.  Os confrontos serão realizados de acordo com os protocolos estabelecidos pela Federação Paulista de Futebol diante da situação de pandemia, nas cidades na fase amarela do plano São Paulo,  protocolos que não foram e não são capazes de conter a intensificação dos casos de contágios e mortes.

O tradicional favoritismo o das equipes da capital ainda prevalece, contudo, o time de melhor campanha do campeonato da fase classificatória foi RB Bragantino, recém-provido a elite do futebol brasileiro para a série “A”. O Red Bull Bragantino, que já foi apenas Bragantino, é resultado da fusão da multinacional Red Bull com o time do interior paulista Bragantino, que recebeu um aporte financeiro que mudou o time de patamar.

A condição inusitada é que todos os jogos seguem sem torcida, algo que está em sintonia com todos os setores da burguesia, que é a reativação total da economia seguindo a pleno vapor, independentemente das condições sanitárias. E do aumento diário de vitimas fatal da covid- 19, já são mais de 90 mil pessoas mortas é número de mortos e infectados não para de crescer.

O retorno indiscriminado dos campeonatos de futebol, num momento crítico da pandemia no Brasil, traz um enorme risco aos profissionais do setor, suas famílias e ainda as pessoas com quem interagirem. Entre outros problemas que se colocam, como a impossibilidade de jogar futebol mantendo distanciamento social. É interessante analisar a situação do futebol mundial, cada vez mais refém do poderio econômico dos investidores (Red Bull) entre outros.

A volta do futebol não é de maneira nenhuma para atender um demanda social, como o próprio Estado argumenta, que estão voltando serviços prioritários para população, apesar quê o futebol faz parte do gosto nacional está longe de ser algo essencial, a volta do futebol é para atender os interesses econômicos das corporações que cada vez mais afastam  o povo do esporte mais popular do país e do mundo.

Além de ser uma expressão do consenso da burguesia, o retorno dos jogos sem as torcidas atua na desfiguração do esporte mais popular do mundo, mais é um indicativo de quais são os planos que burguesia prepara para o futuro, tornar o futebol em mercadoria cara e para poucos. Como qualquer atividade econômica que a burguesia explora, impera o imediatismo ao invés do planejamento, nesse sentido a imposição do retorno dos jogos sem torcida,  é uma degeneração.

 

 

 

 

 

 

 

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