O Brasil foi excluído Pela Fórmula 1 do mundial de 2020. O Motivo, naturalmente, é a crise sanitária vivida no país em função do Covid-19. As corridas faltantes serão repostas com outras que ocorrerão no continente europeu.
Será a primeira vez em 48 anos que o País não receberá a F1, um evento de grande porte e tradicional dentro do setor automobilístico, o que ilustra a gravidade do problema da pandemia no Brasil. O contraste aqui se dá no entanto com as aberturas realizadas pelo governo da direita de escolas, campeonatos de futebol, shoppings e outros serviços e eventos que movimentam quantidades massivas de pessoas. No Brasil ainda o presidente da CBF Rogério Caboclo disse que o campeonato brasileiro retornará no dia 09/08. Estão previstos também o retorno da Copa do Brasil, Série C e do Brasileirão feminino.
Em uma entrevista no dia 10/07 o próprio governador de São Paulo, João Dória (PSDB) disse que o evento estaria confirmado para iniciar dia 15/11/2020 no autódromo de Interlagos SP, atualmente o estado com o maior número de contaminações por coronavírus. Na data da declaração de Dória, no entanto, havia sido divulgado o calendário parcial dos eventos pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), e o Brasil ainda não constava entre os participantes. Em um país à deriva dentro da pandemia, com uma total ausência de políticas públicas efetivas para resolução do problema do vírus e uma repressão intensa sobre a população pobre, o governo da direita se mostra somente preocupado com a manutenção de algumas empresas e negócios. Como disse o prefeito de Itabuna, Fernando Gomes de Oliveira (PTC): "morra quem morrer", sobre a abertura do comércio em sua cidade.
O Brasil foi um país que desde o início da pandemia era impossível para maior parte das pessoas realizar o isolamento social. Nos meios de transporte onde milhões de trabalhadores seguiam para seus empregos, que não haviam os dado dispensa, nunca pararam de transitar diariamente pelas cidades. A esquerda pequeno burguesa no entanto se recusava a chamar manifestações contra o governo fascista de Bolsonaro, uma das principais figuras que representa no governo a política da direita genocida. Sob uma ilusão de que todos os trabalhadores estavam ou poderiam estar em “home office” em seguros, espaçosos e higiênicos lares, essa esquerda acusava os atos públicos de “irresponsabilidade”. A situação caminha agora para a eventual total abertura e o incremento da exploração sobre os trabalhadores, isso devido ao silêncio da esquerda parlamentarista.
É preciso quebrar esse engessamento e derrubar o governo, sem frentes amplas com os genocidas que estão sendo camuflados nela como Witzel, FHC, Dória e outros. A esquerda deve derrubar o governo Bolsonaro antes que a crise sanitária se aprofunde ainda mais.





