Por Nivaldo Orlandi
“O doutor não saiu pra medicar, pois sabia que não tinha mais doença pra curar”.
Em tempos de pandemia, em que os mais sofisticados sistemas de saúde do mundo todo entram em colapso, parece um delírio de um “maluco sonhador”, 50 anos atrás, Raul Seixas, que de maluco não tinha nada. Sonhador talvez. Profeta, quem sabe? Por que não?
“O doutor não saiu (de casa) pra medicar, pois sabia que não tinha mais (a) doença (do coronavírus) pra curar”
Ao invés de colapso dos hospitais entupidos de doentes, não mais leitos de UTI existentes nos improvisados hospitais de campanha, brotados feito cogumelos por todas as cidades do país, uma inusitada constatação, “O doutor não saiu pra medicar, pois sabia que não tinha mais doença pra curar”. Ao menos não tinha mais a doença do coronavírus para curar.
Fique em casa por 18 meses
Isolamento social beirando os 100%, a única solução que o mundo, o Brasil também tem, não para curar a doença provocada pelo temível corona, mas para evitar a infecção. Tempo suficiente para que se desenvolva o remédio para a cura dos doentes, para o desenvolvimento da vacina para tornar todos imunes a doença do coronavírus, ficar.
Fique em casa, por 18 meses, o tempo necessário, para o desenvolvimento da vacina. Fique em casa, apregoam como único remédio, os novos heróis do povo.
Têm eles razão. Enquanto remédio não houver. Enquanto a vacina não desenvolvida for, fique em casa, pelos próximos 18 meses.
Raulzito há quase meio século (1977) antevia o quanto solucionada estaria a pandemia do coronavírus que atônitas, deixam todas as autoridades do mundo, “O doutor não saiu (de casa) pra medicar, pois sabia que não tinha mais (a) doença (do coronavírus) pra curar”.
Simples. Eficáz. Certo, o resultado. Não infectado. Não necessidade de medicado ser. Não falecido. Não colapso nos hospitais existentes. Não necessários hospitais de campanha. Não necessários leitos improvisados de UTIs. Não colapso nos IMLs. Não necessidade de milhares de covas. Não necessidade de valas comuns nos cemitérios. Vidas salvas, enfim.
Seria realidade o objetivo de “salvar vidas”. Não seria mera retórica demagógica.
Atividades essenciais por 18 meses de quarentena
– Cientistas focados na produção de remédios e da vacina;
– Produção agrícola de alimentos. Processamento, industrialização e transporte de comida até as casas dos que, por 18 meses ficam em casa;
– A cadeia de suprimento de matérias primas e produção de remédios, equipamentos hospitalares;
– Produção de produtos de higiene e limpeza;
– Serviços de Energia Elétrica e saneamento básico, e recolhimento de lixo;
Atividades em quarentena
- A cadeia da indústria de aeronaves, de trens, de autos, de motos, de bicicletas;
- A cadeia da indústria do vestuário, da moda;
- Os transportes aéreos, terrestres;
- A indústria da construção civil;
- A indústria de armamentos e munição;
- A indústria de energia;
Quase tudo enfim em quarentena fiquem. Tudo pode ser adiado por 18 meses.
Índice Brasileiro de Geografia e Estatística prevê 244 milhões de toneladas de grãos para o ano presente. Recorde da safra agrícola. Quantidade de comida de mais de mil toneladas de grãos por habitante no Brasil. Quase 40 milhões de toneladas de carnes de frango, de boi e de porco. O equivalente a mais de 1/2 quilo de carne por brasileiro. Some-se a isso, frutas, leite, etc.
Pelos dezoito meses de quarentena, não será por falta de comida, que o povo há de morrer. Estando de quarentena quase todos. Não infectados. Não doentes. Não do coronavírus há de morrer. Nesses 18 meses que “a terra há de parar”.
Logística
Que o poder público estatize toda a cadeia dos meios de produção das atividades essenciais;
Que o poder público estatize todos os meios de transportes necessários, para fazer com os produtos essenciais chegue ao povo, nos mais longínquos municípios;
Que o pode público, repasse aos Conselhos Populares de cada cidade, o encargo da distribuição dos alimentos, dos remédios, dos materiais de higiene e limpeza, de todos os produtos essenciais para toda a população.
Após 18 meses em “que a terra parou”, vacina desenvolvida, toda a população vacinada, tudo pode ao normal voltar.
Sonho de sonhador
Apenas um “sonho de sonhador”?. Possível?. Não no sistema capitalista.
Ouça “O dia em que a terra parou”, do Raulzito, maluco beleza


