Na sexta-feira (14), durante um jogo da terceira divisão do campeonato alemão, entre Münster e Würzberg, um homem foi preso pela polícia por “atos racistas”. O homem fazia sons de macaco direcionados ao ganês Leroy Kwadwo, do Würzberg. A própria torcida do Münster deixou claro que não concordava com os atos do homem e, enquanto este era escoltado para fora do estádio, gritava “fora nazis”.
A prisão do homem pela polícia não contribui em nada em relação à luta contra o racismo. Pelo contrário, abre brechas para a ação arbitrária do Estado, que, por meio da polícia e do judiciário, passa a arbitrar aquilo que pode ser dito e aquilo que não pode ser dito em um estádio de futebol. Todo crime de opinião e de expressão, por mais que não se concorde com o que esteja sendo dito, abre caminho para a supressão total da liberdade de expressão, um dos direitos democráticos mais fundamentais.
A reação da torcida do clube alemão, de repudiar o torcedor de extrema-direita e o nazifascismo, e assim obrigá-lo a se retirar do estádio, avança no sentido da luta efetiva contra o racismo. O caminho que deve ser assinalado é o protesto político contra o racismo, expressão de uma mentalidade colonialista e fascista.
A extrema-direita nazista busca levantar a cabeça na Alemanha e tem seu próprio partido político, a Alternativa para a Alemanha (AfD). É necessário que os trabalhadores, as organizações operárias e populares, incluídas as torcidas organizadas, mobilizem e protestem nas ruas e em todos os espaços contra a ascensão do nazismo.



