O indivíduo chamado Sérgio Camargo é um instrumento tipicamente fascista que aguarda dado momento da vida política para atender a uma tarefa sinistra. Jornalista de formação, se intitula “negro de direita” e defende existir no Brasil um “racismo nutella”. Teve sua nomeação para a Fundação Palmares suspensa por decisão da Justiça no fim de 2019, decisão esta revertida em fevereiro deste ano.
Como todo fascista, é um elemento esquisito. Diz que a escravidão foi terrível, porém benéfica para os descendentes ou que o problema do negro não é o racismo, são as más escolhas. Acompanhando esse raciocínio, em tweet escrito este mês, o atual presidente da Fundação Palmares diz: “Nenhuma iniciativa que vise a preservação do sistema de cotas raciais para negros terá respaldo da Fundação Cultural Palmares. Cotas devem ser sociais, para estudantes pobres de qualquer tom de pele, desde que estudiosos e disciplinados. A revisão do sistema ocorrerá em 2022.”
Desta forma, fica evidente que a direita não está parada durante a quarentena. Muito pelo contrário, ela está aproveitando a parada da esquerda em geral, dos sindicatos e movimentos populares e está em plena ofensiva contra os direitos democráticos da população. A desmobilização dos movimentos negros, as aulas paradas, os sindicatos fechados, tudo isso contribui para que a direita tome a dianteira nos ataques.
O PCO é defensor ferrenho do fim do vestibular e do amplo acesso a todos os negros em universidades públicas. Porém, não se deve negar que as cotas raciais são positivas para a difusão da educação para quem nunca possuiu tal acesso. A derrubada das cotas raciais só favorece a extrema-direita, fortalecendo sua política de exterminar a população pobre e mante-la longe da educação libertadora e de qualidade.
O presidente da Fundação Palmares é apenas uma ferramenta bolsonarista nesse governo fascista que é todo ele desenhado para destruir o país. Não existe uma área do estado brasileiro que não esteja sendo alvo neste momento de ataques desse governo golpista e genocida. Portanto, não é possível uma luta parcial para cada ataque, é impossível rebater um por um. A única alternativa que a esquerda, os movimentos populares e a população trabalhadora tem é lutar pelo “Fora, Bolsonaro!”
Tal luta deve ser organizada “para ontem”. As organizações populares não devem esperar a pandemia passar. Deve se preparar já! Só o povo mobilizado e organizado tem a capacidade para enfrentar a onda fascista de ataques. Pelo Fora, Bolsonaro e todos os golpistas! Eleições Gerais!



