Levantamento divulgado pela Federação Única do Petroleiros, no dia 01 de setembro, revelam dados de um dos fundamentos do que está por trás do golpe de Estado, realizado pelos capitalistas e banqueiros nacionais e internacionais e pelos países imperialistas, principalmente o norte-americano, através da deposição, via reacionário Congresso Nacional, da presidenta legitimamente eleita, Dilma Rousseff, em 2016 e com a prisão ilegal do ex-presidente Lula e consequentemente elevou, ilegitimamente, Jair Bolsonaro ao status de presidente da República: entregar o patrimônio do povo brasileiro.
Os dados da FUP mostram que em apenas seis meses, ou seja, desde o começo da pandemia do novo coronavírus, a gestão golpista da Petrobras, colocou a venda nada menos do que 382 ativos da empresa.
“No setor de exploração e produção, estão na lista 41 campos terrestres, 12 campos de águas rasas, 39 plataformas e nove blocos exploratórios, concentrados principalmente na região Nordeste do país.
Já na área de geração de energia elétrica, encontram-se oito termelétricas, dois parques eólicos e duas hidrelétricas, que totalizam 1.311 MW de potência” (site da Fup 01/09/2020) e continua, “também foram colocadas à venda propriedades fora do território nacional. A estatal anunciou a venda de 100% das ações da Petrobras Colombia Combustibles (Pecoco), que possui 124 estações de serviços (postos de combustíveis), 14 lojas de conveniência e sete terminais de logística (armazenamento). Da mesma forma, a estatal ofereceu toda sua infraestrutura de transporte de gás natural.
O repertório compreende a Gaspetro, que tem participações em 19 distribuidoras locais, e a Nova Transportadora Sudeste (NTS), que, juntas, somam aproximadamente 12 mil quilômetros de gasodutos. Além disso, estão sendo vendidos cinco dutos interligados aos campos de petróleo e gás natural, totalizando 917,1 quilômetros, e oito Unidades de Processamento de Gás Natural (UPGN). O restante do menu é composto pela Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), três usinas de biodiesel, dois portos, um terminal aquaviário, um aeroporto, um heliporto, um centro médico, duas bases de apoio logístico, quatro estações satélites, 32 estações coletoras, uma estação de coleta e compressora, três estações de injeção de água, duas bases administrativas, um poço de captação de água, 15 geradores de vapor fixos, seis geradores de vapor móveis, um vaporduto de 30 quilômetros, um estoque de materiais das plataformas, um laboratório de derivados, sete estações de tratamento de óleo e a Estação Geofísico Vandemir Ferreira.”(idem)
A política de desmonte da Petrobras já vem se desenvolvendo desde o ano de 1995 com o governo de FHC (PSDB), que em nome da falsa estabilidade econômica, aprofundou os ataques às condições de vida da classe trabalhadora com diversas privatizações, e com a derrota da greve dos petroleiros, naquele mesmo ano, se aproveitou da desmoralização do movimento abrindo caminho para a sua privatização.
Em 1997 o governo do PSDB modificou a forma jurídica da Petrobras, transformando a empresa em Sociedade Anônima, vendendo suas ações na bolsa, para que especuladores internacionais, que já influenciavam nas suas decisões, pudessem ter mais poder sobre a companhia. A mudança também ocasionou a substituição de trabalhadores concursados, por trabalhadores terceirizados, com salários reduzidos e uma carga horária muito maior que o trabalhador direto da Companhia.
No processo do golpe de Estado, já em 2014 tivemos a farsa da Operação Lava Jato que, contando com a participação ativa da imprensa capitalista, a direita retomou a campanha de forma intensiva pela a privatização da empresa utilizando a corrupção como pretexto. Foi uma operação levada a cabo pelo Ministério Público e o Judiciário (Sérgio Moro) que em sua “caça as bruxas” como estratégia política, visava, não só a destruição do patrimônio brasileiro e a destruição dos direitos dos trabalhadores, mas também com o objetivo final o golpe de Estado.
A única forma eficaz de luta neste momento para impedir os ataques e a entrega das estatais ao capital estrangeiro, ao imperialismo, é a intensificação das mobilizações e organizar uma greve geral das empresas estatais.
A vitória dos trabalhadores somente poderá estar assegurada se houver uma radicalização da luta através das ocupações das empresas, como medida de força para impedir as privatizações das estatais e barrar a entrega do patrimônio do povo brasileiro pelo governo golpista, capacho dos banqueiros e capitalistas estrangeiros. É preciso lutar para impedir esse processo de destruição nacional realizado pela direita golpista. É preciso juntar-se ao clamor popular que exige nas ruas o Fora Bolsonaro e todos os golpistas.





