Os frigoríficos são um dos setores industriais do Brasil com o maior número de acidentes e doenças do trabalho.
Não há limites para exploração dos patrões contra os funcionários nos frigoríficos, quando se trata da obtenção dos lucros.
Vários frigoríficos criam até cartilha para colocar o operário no regime da empresa, ou seja, a escravidão.
No frigorifico Seara Alimentos, empresa do grupo JBS/Friboi, localizada em Osasco, região oeste da grande São Paulo, os corredores são repletos de frases onde diz que o trabalhador – os patrões tratam-nos que nem escravos e os chamam de colaboradores – têm que respeitar as regras.
A fábrica, onde a maior produção é para o McDonald’s é vigiada por câmeras de circuito interno por todos os lados, de manhã, à tarde e à noite, pouco antes de inicio do trabalho, os funcionários são submetidos a uma seção de tortura, onde há por parte dos chefes, imposições de tudo o que é tipo.
Segundo os patrões, este é o momento do trabalhador expor sua opinião, mas quando um dos trabalhadores se manifesta, diante das péssimas condições de trabalho ou outras irregularidades é a deixa para ficar marcado e perseguido.
Na fábrica, há um número enorme de advertência, suspenção e demissão sem o pagamento dos devidos direitos do trabalhador.
O descaso com as mínimas condições de trabalho, tais como, a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), o não fornecimento do Comunicado de Acidentes do Trabalho (CAT), bem como, a falta de manutenção e mesmo proteção de seus maquinários resultam em acidentes graves, como a de um jovem trabalhador que perdeu a visão, por total negligencia de seus superiores, no caso da Seara e Osasco, ou mortes como já ocorreram e vem ocorrendo corriqueiramente nas fábricas da JBS/Friboi, pelo Brasil.
O grupo JBS/Friboi é conhecido por ser o que tem o maior número de ações trabalhistas, a escravização de seus funcionários como meio para obter cada vez mais lucros é forma que se utilizam para esse fim.




