A boxeadora Jucielen Romeu, medalhista de prata dos jogos Pan-Americanos, foi censurada pelo treinador-chefe da seleção brasileira, Mateus Alves, ao dar entrevista para o UOL.
Quando a repotagem demonstrou interesse em conversar sobre racismo e feminismo, o treinador colocou-se à frente da atleta e disse: “ela não pode falar disso. Está proibida. A seleção não é lugar para falar dessas coisas. Ela não pode falar desse tipo de coisa. Não pode falar de política”.
Jucielen costuma emitir a sua opinião sobre esses temas, tendo começado a treinar aos 12 anos na academia de Breno Macedo (Rio Claro), formado na escola italiana de boxe, essencialmente antifascista, que entende o boxe como um direito social e defende valores como o antirracismo, antifascismo e combate à discriminação.
Desde 2017, Juci (como é conhecida no Boxe) faz parte da “seleção olímpica permanente”, projeto da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe) que coloca os atletas para morar e treinar em São Paulo sob o comando de uma comissão técnica.
Fica claro que vemos uma escalada do fascismo. Qualquer tema que remeta à politização da população, à luta de classes, é visto como uma enorme ameaça pelos fascistas. Quanto mais tempo demoramos para reagir à altura desses ataques, mais a situação se agrava. O momento propício à mobilização popular deve ser aproveitado, desde já, com atos frequentes, para derrotar o fascismo e o governo golpista. Fora Bolsonaro e todos os golpistas !




