Organizada pela Federação Internacional de Futebol, a Copa do Mundo de Futebol Feminino foi realizada pela primeira vez em 1991, na China. Até agora são oito edições do mais importante campeonato do futebol feminino.
Na Copa deste ano, que está ocorrendo na França, acontece um fato inédito no Brasil: os jogos foram e estão sendo televisionados e acompanhados com profundidade pela Rede Globo. O fato da Copa estar sendo transmitida em rede aberta animou a população brasileira, no entanto, o que está por trás do esforço deste monopólio em cobrir este evento?
Desde a primeira Copa, a emissora da família Marinho nunca preocupou-se no futebol feminino, negligenciando, inclusive, todas as competições femininas. Nem mesmo o advento de Marta, tida como a maior jogadora de todos os tempos, em nosso futebol despertou neles interesse na modalidade.
A Globo, ademais, não passa de um monopólio que apoiou a ditadura militar cujos elementos que a compõe são os mais raivosos contra os avanços dos oprimidos.
Ao dar cartaz para a Copa de futebol feminino, o conglomerado dá seguimento a uma campanha demagógica do imperialismo, liderada pelos setores ligados ao capital financeiro dos Democratas norte-americanos, de fingir apoio à setores oprimidos da sociedade para cooptá-los e adaptar tais movimentos legítimos à sua ideologia reacionária.
É preciso, além disso, prestar atenção em outra questão latente no esporte brasileiro: o futebol masculino. Desde 2014, com a investida da direita golpista contra o povo e suas manifestações, há uma campanha contra o futebol brasileiro, sendo os ataques sistemáticos por parte da imprensa internacional a Neymar, o melhor jogador do País, uma demonstração clara disso.
Infelizmente, o futebol feminino também está sendo desonestamente usado pelos servos do imperialismo para enfraquecer e desmoralizar o futebol brasileiro. Não trata-se de qual modalidade é melhor – feminina ou masculina –, mas de criar uma cisão que visa enfraquecer o futebol masculino.
O povo brasileiro é fã de futebol e ponto. O desenvolvimento das duas modalidades até seu ápice está nos interesses da população. Por isso, deve-se denunciar energicamente a tentativa dos monopólios de usar, ilegitimamente, qualquer um dos modelos do esporte contra o outro.




