Mesmo dentro do crescimento na indústria, o segmento de transformação e construção civil foram positivos, (2%) e (1,9%), a indústria extrativa no entanto recuou (-3,8).
A construção civil responde por cerca de metade do investimento no país e o setor finalmente apresentou resultado positivo, (1,9%) em relação ao trimestre anterior.
Interrompeu é certo, uma série de 20 trimestres consecutivos de queda. Ou seja, para um recuo de quase 30% na recessão do golpe, agora recupera meros (1,9%). A perda nesse setor continua beirando os 30%, portanto. E para que não haja nenhuma ilusão de quanto atolado está o setor da construção civil, a melhora do setor foi impulsionada, principalmente, pelo mercado imobiliário e não por obras de infraestrutura, reconhece o El País.
No setor externo, números com sinais trocados também não melhoram nossa economia, as exportações registraram desempenho negativo. As vendas do Brasil para outros países caíram 1,6%. As importações de Bens e Serviços cresceram 1,0%.
Reconhece a reportagem do El País que, embora o PIB tenha surpreendido, constata desolada que a Economia Patina.
Embora a agenda de reformas em andamento, inflação fraca, e juros em seu menor nível histórico, motivos suficientes para que a economia deveria enfim deslanchar, contrasta com cenário nebuloso e nada animador. O desemprego de mais de 12 milhões de pessoas, restringe os gastos dos brasileiros, segundo o IBGE.
O investimento (Formação Bruta de Capital Fixo) – que inclui os recursos em máquinas e equipamentos e construção, embora tenha crescido 3,2%, impulsionado principalmente pela construção, está menor do que em 2013, no governo do PT, quando cresceu 5,8%.
A taxa de investimento de 15,9% do PIB, superior aos 15,3% de 2018, poderia ser bom sinal. Desmentido no entanto pelo Jornal Valor, em reportagem de 27/06/2019, em que constata que a taxa de investimento no Brasil está no menor nível em pouco mais de 50 anos, 15,5% do PIB na média dos últimos 4 anos. Um percentual tão baixo só é encontrado na média dos quatro anos até 1967. Àquela época vivia-se em plena ditadura militar após o golpe de 64. Agora vive-se sob um governo de grande contingente de militares, após o golpe de 2016.
“Reverter esse quadro é fundamental para que a economia possa reagir e crescer, com isso, os empregos aumentarem”, segundo estudo dos economistas Marcel Balassiano e Juliana Trece, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
Economia no atoleiro
Contenham a euforia. “Precisamos de um maior período de análise, pois até o momento, não mais do que 3,7% foi recuperado das perdas da recessão até o 4º trimestre de 2016”, adverte Claudia Dionísio do IBGE.



