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Regime de terror

Colégios militarizados: denúncias por todos os lados

Para manter prodessores, funcionários, estudantes e pais na linha, golpistas seguem intimidando e aterrorizando a comunidade dentro das escolas

Mais de 120 denúncias de agressão e abusos da PM em escolas, incluindo abusos morais e sexuais, além de violências físicas constantes praticadas pelos militares que trabalham nas unidades contra professores, estudantes e familiares. Isto até o mês de outubro. Cerca de 80 mães registraram acusações contra os gestores. As violações aconteceram nos nove colégios da PM em Manaus, afirma Ricardo Gomes, advogado das Associações de Pais, Mestres e Comunitários.

O advogado das Associações de Pais, que vem representando grande parte dos casos questiona a conduta da Secretaria de Educação e da PM. “O que tem prevalecido até o momento é a omissão, prevaricação e o corporativismo que impedem que as situações sejam investigadas com imparcialidade. Como que um militar acusado de assédio pode continuar a frequentar uma escola e conviver com crianças e adolescentes?”, questiona.

E para “maquiar” uma suposta melhoria no ensino, o governo prevê o gasto de cerca de 1 milhão por escola, que servirá depois para apresentar uma escola de suposta qualidade, com boa infraestrutura etc, em oposição às demais que sofrem com os constantes cortes nos recursos. Se a ideia é melhorar a educação, porque não aplicar essa mesma verba nas escolas onde não há sequer papel higiênico nos banheiros, para não falar da infraestrutura escolar e dos salários dos servidores?!

Na verdade, tal projeto é mais uma iniciativa fascista do governo Bolsonaro. O projeto procura criar escolas controladas pelos militares, que são a principal base de apoio do bolsonarismo. A ideia não é exatamente nova. Já foi implantada no nazismo alemão e em regimes fascistas em todo mundo. O objetivo é censurar as escolas de temas que desagradem o governo (vide o projeto “escola sem partido”) e ao mesmo tempo colocar militares vigilantes controlados diretamente pelo exército e pelo governo federal. Assim como na ditadura militar, a proposta prevê professores, estudantes e funcionários sob o controle de verdadeiros interventores militares nas instituições, podendo sofrer todo tipo de punições caso descumpram as ordens.

Os casos de arbitrariedades, abusos, repressões nas salas de aula acumulam-se desde 2015. Somente foram encaminhados ao Ministério Público estadual no início de outubro, depois de o deputado Fausto Júnior, do PV, convocar uma audiência pública na Assembleia Legislativa e expor a situação das vítimas.

O programa direitista das escolas militares, reintroduz nas salas de aula o regime da ditadura militar com o Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI) órgão de inteligência e repressão criado pela Ditadura Militar de 1964.

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