França jogar melhor, elimina a Argentina e avança às quartas de final

A segunda fase da Copa do Mundo da Rússia começou eletrizante. Na verdade, é lícito dizer que a competição mundial “começa” agora, com as oitavas de final, onde avançaram as dezesseis seleções que lograram a classificação depois da fase de grupos.

No primeiro confronto desta segunda fase, duas seleções que já conquistaram o título mundial. De um lado os sul-americanos da Argentina, bicampeã do mundo, em 1978 e 1986. Do outro lado, a França, que conquistou o seu único título dentro de sua própria casa, quando foi a organizadora da competição, em 1998.

Com a bola rolando, o que se viu, do lado argentino, foi a repetição da mesma confusão tática e organizativa que marcou a atuação da seleção alvi-celeste na primeira fase, quando esteve seriamente ameaçada de não se classificar. Nem mesmo as mudanças levadas a efeito pelo técnico Sampaoli – muito pressionado pelos próprios jogadores e a imprensa do seu país – foram suficientes para fazer a seleção argentina se encontrar na Copa e dar um sentido de conjunto organizado ao time.

Contra a França não foi diferente. O setor mais vulnerável do time argentino – a defesa – voltou a falhar clamorosamente. Mal posicionada, permitiu dois gols dos franceses em jogadas de contra ataque, justamente o primeiro e o último gol – os decisivos, na verdade – do time europeu. A Argentina sofreu o primeiro gol, assinalado através da cobrança de pênalti, sofrido pelo jovem atacante Mbappé, depois de uma arrancada em grande velocidade saindo do seu próprio campo e somente sendo parado com uma falta dentro da área. A Argentina empatou num bonito gol do meia atacante Dí Maria, que acertou um tiro preciso, de fora da área. Aos sul-americanos chegaram ao desempate num lance fortuito dentro da área francesa, num chute fraco, rasteiro, que foi desviado por um jogador argentino que estava dentro da área, pegando o goleiro francês no contrapé.

Daí para frente, no entanto, só deu a França, que chegou ao gol de empate num espetacular chute de fora da área, cheio de efeito, indefensável para o goleiro Armani. O terceiro e o quarto gol aconteceram como conseqüência da superioridade técnica e do domínio que a seleção européia voltou a impor à partida depois do empate. Ambos foram assinalados pelo melhor jogador da partida, o atacante do Paris Saint Germain, Mbappé, parceiro de Neymar no ataque do time parisiense. Desesperada, a Argentina partiu para cima, mas, àquela altura, sem qualquer mínima organização. Ainda assim, Aguero fez o terceiro gol, escorando de cabeça um lançamento de Messi à área. Mas não havia tempo para mais nada, pois o gol saiu já no final dos acréscimos. Fim de jogo, França 4 x 3 Argentina.

Vale registrar que dos quatro representantes sul-americanos que avançaram às oitavas de final, a Argentina foi a que mais sofreu para garantir a ida à próxima fase, apresentando um futebol de menor qualidade técnica, embora seu elenco estivesse composto por valores individuais considerados muito bons (Mascherano, Dí Maria, Messi, Aguero).

A França, portanto, foi a primeira seleção a garantir presença nas quartas de final, lembrando que os franceses podem ser adversários do Brasil em uma das semifinais.

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