Suspensão do pagamento de bônus aos professores

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O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), suspendeu o pagamento do bônus aos professores e servidores da educação.

Foi anunciada pelo Governo de São Paulo, a suspensão do pagamento do bônus aos professores e servidores. O bônus é pago às escolas que atingem as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (IDESP) por meio da aplicação da prova SARESP. Segundo o governo, o pagamento do bônus será convertido em um reajuste salarial de 2,5% a 400 mil professores e servidores.

O bônus sempre foi um golpe contra a categoria, pois é devolvido, a uma parcela, parte do que foi roubado de todos, para aprofundar a divisão na luta pelas questões concretas de melhoria da educação. Enquanto o alto escalão da Secretaria de Educação, Diretoria de Ensino e diretores das escolas recebe valores elevados a maior parte da categoria fica com migalhas ao invés de um reajuste salarial digno.

Pagar bem o alto escalão é a forma encontrada pelo governo de comprar os que comandam e assediam os professores a não lutarem contra a destruição da educação pública. Nas escolas, os professores são coagidos pelos diretores e coordenadores a melhorarem os índices de avaliação, ludibriando os trabalhadores com o mentiroso bônus.

Em 2015 a categoria lutou contra esta situação, foram 92 dias de greve, sem obter nada de concreto do governo tucano, os estudantes também lutaram no final do ano através das ocupações das escolas, o que impediu o fechamento de centenas de escolas, porém a desorganização continua e milhares de salas de aulas estão sendo fechadas. O não pagamento da migalha do bônus e a proposta de reajuste de 2,5% é um grande calote levado pela categoria.

A direita golpista do PSDB não pretende investir e melhorar a educação, mas privatizá-la, entregar um direito da população aos especuladores capitalistas. A destruição da educação é proposital, criada pelos que roubam merenda das crianças por meio de contratos fraudulentos. Estes querem aplicar um golpe de Estado e destruir todas as formas de organização da classe trabalhadora. Aplicar em todo o país as compulsórias privatizações dos setores essenciais para a população, como saúde e educação.

Os professores não podem acreditar em mentiras como o bônus, mas lutar por um reajuste real dos salários. Barrar o golpe no Brasil e lutar contra a direita inimiga da educação pública é um dever imediato de todos os professores.

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