Revista ISTOÉ – Os estrangeiros do ano

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Ontem, um espetáculo grotesco. Na entrega dos prêmios de Brasileiros do ano (o 40º), assim falou o presidente da Editora Três (Patetas): “Esse me parece ser o mais importante Brasileiros do Ano de todos os tempos.”
E quem foi o Brasileiro do ano: MICHEL TEMER. Viva!
Ou seja, Michel Temer é o maior brasileiro dos últimos 40 anos.
Que maravilha!
É o mesmo que dizer que Biro-Biro foi o maior jogador de futebol de todos os tempos; que Olavo de Carvalho é o maior filósofo do mundo (com Pondé, em segundo lugar); que Danilo Gentilli supera Charlie Chaplin; que Arnaldo Jabor supera Fellini; que Hitler foi o melhor pintor de sua época; que Marco Antonio Villa é um grande historiador. Faltou dar o prêmio de mulher do ano a Marcela Temer.

Mas o espetáculo grotesco não se resumiu a isso.

Também forma premiados:

Sérgio Moro: o estrangeiro do ano; pelos serviços prestados aos Estados Unidos da América, na venda do Brasil, a preços módicos para aquela nação.

Grazi Mazzafera: não sei quem é.

Isaquias Queiroz: canoagem. Não sei se li bem. Deve ser sacanagem. Não sei por que não premiaram o Alexandre Frota como o educador do ano.

Eduardo Paes: gestão. Depois de ter afundado o Rio de Janeiro.

João Dória: revelação política. Revelação é bem o termo. Só pai de santo explica como ele ganhou essa eleição. Melhor seria: escória do ano.

Ricardo Boechat: deboche do ano.

Benedito Ruy Barbosa: Cultura. Devia ser agricultura. Melhor lugar para ele, o pasto, em vez de os livros. Escritorzinho de novelas de TV.

Esse prêmio da QuantoÉ é, sem dúvida, o prêmio de deboche do ano. Deboche ao leitor, ao povo brasileiro, ao jornalismo e à política em geral.

Mas o maior cinismo da revista é o título dela: “Istoé independente”. Deve ser por que comemora o Independence Day todo 4 de julho.

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