Republicanos divididos: Trump perde mais apoio dentro de seu partido

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A candidatura de Donald Trump pelo Partido Republicano à presidência dos EUA é resultado de uma crise política tanto do partido quanto do regime norte-americano em geral. Trump não era o candidato que o aparelho do partido queria que fosse nomeado. A primeira opção do partido era Jeb Bush, irmão e filho de ex-presidentes e governador da Florida. Bush levantou mais de US$ 100 milhões para sua campanha e fracassou nas primárias logo nos primeiros estados. No entanto, depois da queda de Bush e de outras opções preferidas pelos que mandam no partido, Trump acabou prevalecendo. Com resultado, o partido chegou às eleições dividido. Embora tenha apoio dos eleitores republicanos, o candidato provoca oposição dentro do aparelho partidário.

Na segunda-feira (10) Trump perdeu o apoio do presidente da Câmara, Paul Ryan. O deputado republicano não chegou a declarar que não votaria em Trump, mas afirmou, em uma conferência, que não faria mais campanha pelo candidato. O gesto veio depois de, na semana anterior, surgir uma gravação de Trump em 2005 fazendo comentário grosseiros sobre as mulheres. A própria continuidade da candidatura de Trump foi colocada em dúvida até o debate presidencial de domingo.

Antes de Paul Ryan, muitos republicanos anunciaram que não apoiariam Trump, outros chegam ao ponto de apoiar Hillary Clinton, adversária democrata de Trump. Notadamente, pessoas ligadas à política externa do Estado norte-americano apoiam Clinton, incluindo os republicanos. Clinton representa uma política de mais intervenção e força para impor a vontade do imperialismo contra os países atrasados. Durante o governo Bush, Hillary votou contra seu partido a favor da ocupação do Iraque.

Neste momento, as pesquisas indicam que Trump estaria 11% atrás de Hillary Clinton nas intenções de voto, uma desvantagem que chegou a esse patamar depois da divulgação da gravação com os comentários sobre mulheres. Como aconteceu durante toda a campanha, muitos especialistas são chamados para dizer à imprensa que Trump não teria mais chances de vencer as eleições. O resultado, no entanto, na verdade continua incerto, apesar da crise e das divisões no Partido Republicano.

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