Para a esquerda, spray de pimenta e cassetete; para os fascistas, as portas abertas

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A invasão da Câmara dos Deputados por uma horda de 50 fascistas pedindo a volta da ditadura militar chamou a atenção não só pelo crescimento da extrema-direita no País, cada vez levantando mais a cabeça. Chamou a atenção também o tratamento dado pela burguesia ao grupo, principalmente se comparado com o tratamento que a esquerda e os movimentos populares sofrem no mesmo Congresso Nacional.

Os defensores da ditadura militar entraram pelas portas da Câmara, passaram pelos detectores de metal e pela segurança, quebraram a porta de vidro que dá acesso ao plenário, expulsaram o vice-presidente da Câmara, Valdir Maranhão (PP-MA), trocaram tabefes com deputados, subiram na mesa dos trabalhos da Casa e leram um manifesto.

Fizeram tudo isso, e tudo o que podemos assistir nas imagens que correram as redes sociais, assim como nos relatos de pessoas presentes no momento, foram os seguranças da Câmara se engalfinhando com os invasores.

Nada de armaduras por parte da Polícia Legislativa, nada de spray de pimenta, nada de cassetes, nem bala de borracha. A tropa de choque da Polícia Militar também não foi chamada para ajudar a polícia da Câmara.

Não precisa explicar o óbvio. Quantas vezes os movimentos populares colocaram, não 50 pessoas, mas 5 mil, 50 mil na frente do Congresso Nacional e a repressão sequer deixava os manifestantes se aproximar da Câmara? A CUT-DF foi inclusive proibida de entrar na Câmara dos Deputados através de medida de Eduardo Cunha. Quantos companheiros não foram gravemente feridos em manifestações em frente ao Congresso?

Nada disso foi visto na invasão dessa poeira humana pedindo intervenção militar.

Os próprios jornais da burguesia trataram o ato de invasão como apenas uma manifestação. A linha geral dos principais órgãos da imprensa golpista, embora criticassem brandamente o quebra-quebra, procuravam justificar e apresentar a invasão como uma expressão de que o povo não aguenta mais.

O que ocorreu na Câmara não foi uma pressão democrática, mas uma intimidação contra os deputados. Inclusive porque uma das propostas da horda que invadiu a Casa é o fechamento do Congresso e a Intervenção Militar.

O tratamento dado pela burguesia golpista mostra que os 50 fascistas são muito mais do que isso. Eles têm o apoio do poder econômico, da direita golpista e pró-imperialista, sempre disposta a soltar seus cachorros fascistas contra os trabalhadores.

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3 Comentários

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