Lendas olímpicas: histórias mal contadas pelos jornalistas

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colunista afonso 1Afonso Teixeira

Li, recentemente, em um sítio qualquer na Internet, que depois que a República Democrática Alemã deixou de existir politicamente, denúncias confirmaram que as imbatíveis nadadoras alemãs disputaram dopadas as competições.

Isso não é verdade. Nunca houve essas denúncias. Foi um boato lançado por um jornal norte-americano para fabricar notícia. A vitória das nadadoras alemã nunca foi questionada e elas conservam até hoje as medalhas e os recordes.

Outra lenda é sobre a humilhação de Hitler nos Jogos Olímpicos de 1936. É lenda porque os jornais fizeram disso um espetáculo. Hitler simplesmente se recusou a colocar a medalha no peito de um atleta negro, pois acreditava em outra lenda: a superioridade ariana. Na verdade, o atleta negro em questão, Jesse Owens, era amigo dos atletas alemães. Segundo o próprio Owens, sua vitória no salto em distância deveu-se a seu adversário alemão, o qual deu a Owens algumas orientações para saltar mais longe e aproveitar todo o potencial de seu físico.

A vitória de Owens foi utilizada pela imprensa para desacreditar a ideia da superioridade ariana. Mas, para isso, teve de esconder o fato de que a Alemanha venceu, com sobras, as Olimpíadas, deixando os norte-americanos para trás.

É claro que isso nada teve que ver com a superioridade alemã, mas com o fato de o país ter feito uma dura preparação para os Jogos. Mas não se constroem verdades ocultando-se fatos.

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